Lewandowski libera e jornalistas podem entrevistar Lula na carceragem da PF
O ministro contrariou decisão anterior da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que foi contestada no STF pelos jorn
De acordo com informações do site do , Lula pode ser entrevistado, caso concorde, pelos jornalistas Mônica Bergamo (Folha de S. Paulo) e Florestan Fernandes Junior (Rede Minas), que contestaram decisão anterior da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba - ela havia vetado as entrevistas.
Conforme Lewandowski a decisão da juíza do Paraná é uma censura prévia ao trabalho da imprensa. “Dessa forma, não há como se chegar a outra conclusão, senão a de que a decisão reclamada, ao censurar a imprensa e negar ao preso o direito de contato com o mundo exterior, sob o fundamento de que ‘não há previsão constitucional ou legal que embase direito do preso à concessão de entrevistas ou similares’, viola frontalmente o que foi decidido na ADPF 130”, escreveu Lewandowski.
Nem mesmo as justificativas de Carolina Lebbos de que havia problemas de segurança na carceragem da Polícia Federal foram acatadas pelo ministro do STF. Ele usou como argumento que outros presos, como o ex-senador Luiz Estevão e o traficante Marcinho VP, já concederam entrevistas sem nenhum problema.
“Não é crível, portanto, que a realização de entrevista jornalística com o custodiado, ex-presidente da República, ofereça maior risco à segurança do sistema penitenciário do que aquelas já citadas, concedidas por condenados por crimes de tráfico, homicídio ou criminosos internacionais, sendo esse um argumento inidôneo para fundamentar o indeferimento do pedido de entrevista”, explica Lewandowski.
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