Levantamento sobre liberdade na internet destaca peso negativo da China e da Rússia no cenário global

Estudo divulgado nesta terça-feira (18) pela ONG americana Freedom House indica que a liberdade na internet recuou mundialmente pelo 12º ano consecutivo.

Atualizado em 18/10/2022 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

pela ONG americana Freedom House indica que a liberdade na internet recuou mundialmente pelo 12º ano consecutivo.

O estudo da Freedom House avalia indicadores como acesso à internet, limitações de conteúdo e violações dos direitos dos usuários. Contemplando 70 países, o estudo foi conduzido entre junho de 2021 e maio de 2022. Crédito: Reprodução Dentre os fatores da queda está a censura na Rússia, país que registrou o menor índice de liberdade na internet desde o início do levantamento, graças ao bloqueio de sites e redes sociais pelo Kremlin após o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro último.
Estima-se que a Rússia bloqueou mais de 5.000 sites, além de ter obrigado veículos de imprensa a se referirem à guerra como uma "invasão militar especial" e editado uma lei que prevê até 15 anos de prisão a quem divulgar "informações falsas" sobre o conflito.
Por sua vez, a China recebeu novamente a pior nota do estudo. Segundo o relatório, o país censurou no período pesquisado informações relacionadas a diversos temas, incluindo covid, Jogos Olímpicos de Inverno e o desaparecimento da tenista Peng Shuai após denunciar que foi por anos forçada a manter relações sexuais com um político chinês.
Já o Brasil manteve a classificação de país com internet parcialmente livre e teve destacada no relatório a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de reverter o banimento do Telegram e a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados.
O documento afirma, porém, que a internet brasileira tem sido palco de campanhas de desinformação promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro.
No outro lado, 26 nações, incluindo Gâmbia e Zimbábue, registraram avanços nos índices de liberdade na internet. A pesquisa também indica que, a despeito dos 12 anos de queda, a perspectiva geral é "muito mais positiva" do que parece. A explicação seriam investimentos maciços em programas para a liberdade na internet feito nos últimos três a cinco anos por governos democráticos e empresas de tecnologia.