Levantamento do IVC mostra que 9 dos 30 maiores jornais brasileiros já adotam paywall

A cobrança pelo acesso à edição digital dos jornais, conhecido como modelo paywall, já alcançou 3 dos 10 jornais de maior circulação no Brasil.

Atualizado em 27/09/2013 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.



De acordo com a Folha de S.Paulo , há um ano e três meses o jornal aderiu ao modelo poroso de paywall, que permite o acesso gratuito a até 20 páginas mensais. A Folha foi a primeira no país a adotar o sistema.


Crédito:Reprodução Jornal carioca O Globo adotou paywall no dia 16 de setembro deste ano


O jornal O Globo também passou a cobrar pelo acesso on-line no modelo poroso. A diretora-executiva do jornal, Sandra Sanchez, disse no anúncio que o paywall é "importante para assegurar um modelo de negócio sustentável, que mantenha a oferta de conteúdo de qualidade".


Apenas O Estado de S. Paulo não implantou a cobrança de conteúdo em seu site. Na semana passada o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que o jornal pretende adotar a medida em breve. O Valor Econômico , Correio Braziliense , Estado de Minas , o gaúcho Zero Hora , o paranaense Gazeta do Povo , entre outros títulos, já agregaram o programa em seus serviços.


A quantidade de jornais que decidiram aderir ao paywall no Brasil segue a tendência observada no setor nos EUA. O relatório "O Estado da Mídia", do instituto norte-americano Pew, aponta que a proporção de jornais americanos com assinaturas digitais já atingia um terço do total.


Segundo Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, "é importante lembrar que o paywal não é bala de prata". No entanto, “está claro que o paywall flexível [poroso] é parte da solução do problema dos jornais, que é a diversificação das fontes de receita”, explica.


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