Levantamento da RSF aponta aumento de sequestros de jornalistas em 2013

A organização Repórteres Sem Fronteiras apontou, em seu balanço anual divulgado nesta quarta-feira (18/12), que o número de jornalistas assassinados reduziu neste ano, em oposição à quantidade de profissionais sequestrados, que aumentou consideravelmente.

Atualizado em 18/12/2013 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

apontou em seu balanço anual, divulgado nesta quarta-feira (18/12), que o número de jornalistas assassinados reduziu neste ano, em oposição à quantidade de profissionais sequestrados, que aumentou consideravelmente.

Crédito:Divulgação Brasil teve cinco assassinatos de jornalistas no ano, entre eles Rodrigo Neto (foto)

De acordo com a Agência Lusa, a organização defensora da liberdade de imprensa registrou o assassinato de 71 jornalistas frente 88 em 2012, 67 em 2011 e 58 em 2010. Já o número de sequestros e agressões a jornalistas aumentaram, o que, segundo o RSF, conflui com os protestos no Egito, Turquia, Brasil e na Ucrânia.

México e o Brasil deixaram a lista de países onde há mais mortes de jornalistas, sendo substituídos por Índia e Filipinas, que se unem à Síria, Somália e Paquistão. No Brasil, foram assassinados cinco jornalistas este ano, o mesmo número de 2012. No México, foram dois contra os seis do ano passado. Na Índia, morreram oito, o mesmo registrado nas Filipinas. A Somália e o Paquistão, onde foram registrados sete homicídios, e a Síria, com dez, voltaram a integrar os lugares mais perigosos do mundo para o exercício da profissão.

Além disso, o número de sequestros de jornalistas elevou 129%. São 87 casos frente aos 38 registrados no ano passado. Apenas na Síria, foram sequestrados 49 jornalistas. Um total de 178 ainda estão detidos em todo o mundo, a maioria na China – 30, Eritreia – 28, Turquia – 27, Irã – 20, e na Síria – 20.

Os dados também apontam a morte de 39 dissidentes que exerciam o jornalismo através da Internet e de 127 cidadãos por procurarem informar a população. A organização Repórteres Sem Fronteiras apelou para que sejam qualificados como crimes de guerra os ataques deliberados contra jornalistas, para impedir que eles sigam com impunidade, considerada como a maior inimiga da liberdade de imprensa, uma vez que acarreta na autocensura.