Levantamento aponta 64 jornalistas mortos por covid-19

Assim como profissionais da saúde e outros trabalhadores essenciais, os jornalistas enfrentam graves riscos na apuração de reportagens sobrea pandemia de coronavírus.

Atualizado em 08/05/2020 às 13:05, por Redação Portal Imprensa.

portalimprensa.com.br/content_file_storage/2020/05/08/mortes%201.png"> Um levantamento feito pela Press Emblem Campaign (PEC), organização focada em liberdade de imprensa e segurança para jornalistas, com sede em Genebra, rastreou 64 mortes de jornalistas relacionadas à covid-19.

Realizado entre 1 de março e 5 de maio, o levantamento foi feito com base em pesquisas online e relatórios de sindicatos de jornalistas e empresas de mídia em 24 países.

O país com mais casos de mortes de jornalistas, o Equador contabilizou 9 mortes até o dia 3 de maio. Já a Fundamedios, uma ONG de liberdade de imprensa na América Latina, alerta que foram 12 mortes de profissionais de imprensa apenas na cidade de Guayaquil.

“Certamente o número real é maior. Primeiro, porque alguns jornalistas morreram sem serem testados; segundo, outros morreram por causas relacionadas ao coronavírus, como ataques cardíacos, mas cujo vínculo não pôde ser certificado; terceiro, apenas as mortes de jornalistas conhecidos foram anunciadas; e quarto, em alguns países as mortes são simplesmente ocultas”, disse Blaise Lempen, secretário-geral da PEC.

O levantamento registrou ainda oito mortes de repórteres nos EUA, quatro no Brasil e três no Reino Unido e na Espanha.