Leonardo Attuch, da "IstoÉ Dinheiro": "Esse furo caiu no meu colo"

Leonardo Attuch, da "IstoÉ Dinheiro": "Esse furo caiu no meu colo"

Atualizado em 17/06/2005 às 15:06, por Pedro Venceslau.

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O jornalista Leonardo Attuch, editor da revista "IstoÉ Dinheiro", entrou no olho do furacão da crise petista depois de entrevistar Karina Somaggio, ex- secretária do publicitário Marcos Valério, acusado por Jefferson de ser operador do mensalão. Karina, porém, voltou atrás logo que a revista chegou ás bancas. E negou tudo em depoimento á Polícia Federal. Mas o estrago já estava feito. Portal IMPRENSA entrevistou Attuch. Acompanhe os melhores momentos

IMPRENSA - Muita gente tem comparado a entrevista da secretária Karina Somagio a do motorista Eriberto França, que desencadeou o processo de impeachment. Seria o elo que faltava. O que acha disso?

Attuch
- Sou cauteloso em relação a esse tipo de comparação, embora a gente tenha feito essa referência na própria matéria. A Karina desmentiu, o Eriberto não...De qualquer forma, tudo vai depender dos desdobramentos. A entrevista com a secretária, porém, serve como um roteiro. Ela tem uma agenda com vários encontros entre o Valério e o pessoal do PT. A CPI deve pedir quebra de sigilo do Banco Rural (que, segundo a secretária, teria relação estreitas com o suposto esquema de Delubio). Se houver comprovação desta relação, haverá um desdobramento.

IMPRENSA - Karina desmentiu boa parte das declarações que estão na revista. Disse que vai até processa-lo...

Attuch - Está tudo gravado. O áudio está no nosso site, para quem quiser ouvir. Ela deve estar seguindo orientação do advogado. Do ponto de vista jornalísitico, o que interessa é a entrevista que ela deu a "IstoÉ Dinheiro", não o desmentido na Polícia Federal. A CPI vai ter essa fita e vai se basear nela. Ela está viviendo um momento de enorme tensão.

IMPRENSA - Como você conseguiu esse furo?

Attuch -
Eu podia posar de gostoso e dizer: ´sou um puta perdigueiro`. Mas a verdade é que essa história subiu escada, caiu no colo. Tudo começou há cerca de 1 ano atrás, quando publicamos uma capa "O íncrível Dr.Delúbio", assinada por mim, Ivan Martins e Hugo Studart. Meu mérito morre aí. Ela leu a matéria e nos procurou. Só que, naquele momento,a decisão editorial da revista foi guardar a fita e continuar avançando nas investigações. Naquela altura, o Valério ainda "não exisitia". Ia parecer uma briga entre a secretária e o chefe. Depois da entrevista do Jefferson, fomos procura-la de novo. E ela topou. Aceitou, inclusive, falar só com a gente, já que a casa já estava cercada de repórteres.

Esse caso não está sendo conduzido com provas materiais, mas testemunhais. E ela