Lentamente, a imprensa reconquista liberdade na Líbia
Lentamente, a imprensa reconquista liberdade na Líbia
Atualizado em 25/05/2011 às 10:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jornalistas da região Leste da Líbia, tomada por oposicionista ao regime do general Kadafi, vivem um momento inédito em sua profissão. A possibilidade de reportar sem o viés imposto pelo ditador líbio. A notícia é relatada nesta quarta-feira (25) no site da .
Benghazi e Tobruk, cidades tomadas por rebeldes, têm mais de 50 jornais e revistas publicadas por empresas independentes e voluntários. Segundo Ali Ben Soued, chefe do centro de mídia rebelde, a circulação varia entre mil e três mil cópias por edição.
Jornalistas, chargistas e outros colaboradores de jornais denunciam os abusos de poder do ditador em títulos incisivos e ilustrações críticas. "A liberdade que temos hoje no Leste é mais preciosa que ouro, mesmo que signifique que iremos para cama com os estômagos vazios", disse Salah Fouad, engenherio da petrolífera Agoco. Fouad criou um jornal semanal batizado de Intefadet al-Ahrar (Levante dos Libertos, em tradução livre), que é ditribuido na cidade de Tobruk.
Hoje
Segundo os profissionais do jornal, as manchetes e notícias não são mais publicadas com o o rígido controle imposto pelo regime, o qual determinava o que era relevante e normalmente consistia em notícias sobre Kadafi. Cartoons mostram o ditador como um vampiro, sedento por sangue do povo líbio, como um dente podre sendo extraído da "boca líbia" ou expelindo mísseis pelos cabelos. Trocadilhos são feitos com seu nome, como "Qerdafi" ou "Gerzafi", que em árabe, referem-se a macaco e rato.
Apesar desta nova sensação de liberdade permitir aos jornalistas que experimentem com humor crítico, ainda falta maturidade para a imprensa líbia, primncipalmente no que se refere ao rigor factual e às bases mais fortes para se consolidar. "Uma imprensa livre é o reflexo de uma democracia, e depende apenas dos líbios salvaguardar esta liberdade e assegurar que ela não será sabotada", disse a professora de ciências políticas Amal Shoukri. "É o papel da mídia abrir os olhos do público sobre os delitos". Uma nova constituição e legislação devem resguardar a liberdade de imprensa para assegurar que ninguém está acima da lei, explica a professora.
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Benghazi e Tobruk, cidades tomadas por rebeldes, têm mais de 50 jornais e revistas publicadas por empresas independentes e voluntários. Segundo Ali Ben Soued, chefe do centro de mídia rebelde, a circulação varia entre mil e três mil cópias por edição.
Jornalistas, chargistas e outros colaboradores de jornais denunciam os abusos de poder do ditador em títulos incisivos e ilustrações críticas. "A liberdade que temos hoje no Leste é mais preciosa que ouro, mesmo que signifique que iremos para cama com os estômagos vazios", disse Salah Fouad, engenherio da petrolífera Agoco. Fouad criou um jornal semanal batizado de Intefadet al-Ahrar (Levante dos Libertos, em tradução livre), que é ditribuido na cidade de Tobruk.
Hoje
Segundo os profissionais do jornal, as manchetes e notícias não são mais publicadas com o o rígido controle imposto pelo regime, o qual determinava o que era relevante e normalmente consistia em notícias sobre Kadafi. Cartoons mostram o ditador como um vampiro, sedento por sangue do povo líbio, como um dente podre sendo extraído da "boca líbia" ou expelindo mísseis pelos cabelos. Trocadilhos são feitos com seu nome, como "Qerdafi" ou "Gerzafi", que em árabe, referem-se a macaco e rato.
Apesar desta nova sensação de liberdade permitir aos jornalistas que experimentem com humor crítico, ainda falta maturidade para a imprensa líbia, primncipalmente no que se refere ao rigor factual e às bases mais fortes para se consolidar. "Uma imprensa livre é o reflexo de uma democracia, e depende apenas dos líbios salvaguardar esta liberdade e assegurar que ela não será sabotada", disse a professora de ciências políticas Amal Shoukri. "É o papel da mídia abrir os olhos do público sobre os delitos". Uma nova constituição e legislação devem resguardar a liberdade de imprensa para assegurar que ninguém está acima da lei, explica a professora.
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