Leitura é o ponto de partida / Por Cristina Monteiro Duarte - ULBRA (RS)
Leitura é o ponto de partida / Por Cristina Monteiro Duarte - ULBRA (RS)
Atualizado em 20/07/2005 às 11:07, por
Cristina Monteiro Duarte e estudante de jornalismo da Universidade Luterana do Brasil (Canoas/RS).
Por Nos dias atuais ler notícias de residências invadidas e assaltadas virou rotina. Mas quando o fato acontece com as estrelas jornalísticas do horário nobre da Rede Globo, William Bonner e Fátima Bernardes, buscamos saber todos os detalhes. Exatamente foi o que fiz. Li tudo a respeito e o que mais me surpreendeu foi o relato de que o ladrão não conhecia ou não reconheceu Bonner. Vocês devem estar se perguntando: tá, e daí, qual o problema? Exatamente isso é o problema. Ao não saber quem era o apresentador, o bandido nos deixa claramente a visão de seu mundo. Um mundo sem cultura, sem informação, e conseqüentemente sem chances de um emprego que supra suas necessidades básicas. O jornal nacional é o ícone do jornalismo de massa na televisão brasileira. O que norteia a vida de uma pessoa que não reconhece os representantes de um meio de comunicação destinado ao seu grupo, aonde a informação vem mastigada e envolta de um véu de aparência e manipulação? Uma total alienação.
Aparentemente a educação desse invasor deixou muito a desejar. Não consigo imaginá-lo lendo Monteiro Lobato na infância. Nem tampouco tendo infância. O que seria ele hoje se tivesse viajado, através das páginas do livro, ao Sítio do Pica Pau Amarelo? Se ao fechar os olhos conseguisse sentir o cheirinho dos bolinhos de chuva? Ou se divertido muito com as estripulias da boneca Emília?
Os livros devem ser constantes na vida de todos, principalmente das crianças e adolescentes. O que lemos nas primeiras etapas da vida se tornará o alicerce para a construção do indivíduo e de sua sociedade. A leitura é fundamental para o discernimento, para o aprender a pensar. Segundo a Unesco, o brasileiro lê em média 1,8 livros por ano. Temos que mudar esta estatística e para isso deve-se começar desde pequeno.
A sociedade pode e deve ajudar. A criação de bibliotecas de bairro é uma alternativa. Além disso, é necessário mostrar às crianças e jovens que ler é bom e pode ser prazeroso. Comecemos a presenteá-los com livros ao invés de brinquedos. E além de tudo, vamos dar exemplo. Um filho que vê seus pais envolvidos com livros e jornais será um grande leitor. Esse é o ponto de partida, pois um país promissor é formado por grandes leitores.
Aparentemente a educação desse invasor deixou muito a desejar. Não consigo imaginá-lo lendo Monteiro Lobato na infância. Nem tampouco tendo infância. O que seria ele hoje se tivesse viajado, através das páginas do livro, ao Sítio do Pica Pau Amarelo? Se ao fechar os olhos conseguisse sentir o cheirinho dos bolinhos de chuva? Ou se divertido muito com as estripulias da boneca Emília?
Os livros devem ser constantes na vida de todos, principalmente das crianças e adolescentes. O que lemos nas primeiras etapas da vida se tornará o alicerce para a construção do indivíduo e de sua sociedade. A leitura é fundamental para o discernimento, para o aprender a pensar. Segundo a Unesco, o brasileiro lê em média 1,8 livros por ano. Temos que mudar esta estatística e para isso deve-se começar desde pequeno.
A sociedade pode e deve ajudar. A criação de bibliotecas de bairro é uma alternativa. Além disso, é necessário mostrar às crianças e jovens que ler é bom e pode ser prazeroso. Comecemos a presenteá-los com livros ao invés de brinquedos. E além de tudo, vamos dar exemplo. Um filho que vê seus pais envolvidos com livros e jornais será um grande leitor. Esse é o ponto de partida, pois um país promissor é formado por grandes leitores.






