Leitores estão mais dispostos a pagar por jornais online
Os líderes da imprensa mundial reunidos no congresso anual da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), em Bangcoc, que reúne mais de 1.
Atualizado em 03/06/2013 às 20:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
"A impressão geral era que seria impossível mudar a cultura dos conteúdos [online] gratuitos (...) que as pessoas não pagariam jamais por isso", afirma Gilles Demptos, da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias. "A boa notícia é que isto está mudando de forma drástica", acrescenta, citando o crescimento de assinaturas pagas online para jornais como o The New York Times ou o Financial Times .
Desde 2011, a versão online do The New York Times recebeu 325 mil novas assinaturas e, no mês passado, ultrapassou a marca de 1 milhão de leitores. A assinatura da versão online do jornal é mensal e custa US$ 35.
Apesar do otimismo, analistas ressaltam que o crescimento no número de assinaturas pode ser aplicado apenas em títulos de alta qualidade.
"Existem muitos jornais que não são muito bons e que tentam cobrar, acredito que isso não funcionará", afirma Jeff Jarvis, blogueiro e comentarista dos meios de comunicação da City University de Nova York.
Jarvis ainda diz que o entusiasmo pelas assinaturas pagas impulsiona o setor a "reproduzir o velho modelo econômico em uma nova realidade eletrônica", mas ressalta que os jornais devem dar prioridade "à construção de uma relação mais forte com o público".
Apesar da queda de vendas do jornal impresso na maior parte do mundo, em algumas regiões a situação é completamente diferente. Com populações cada vez mais instruídas, muitos mercados de imprensa escrita estão em pleno auge.
"Este continua sendo um mercado em crescimento, estimulado por China, Índia e Indonésia", afirma Pichai Chuensuksawadi, editor do Post Publishing na Tailândia.
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