Lei de proteção a fontes jornalísticas é vetada por senadores republicanos

Lei de proteção a fontes jornalísticas é vetada por senadores republicanos

Atualizado em 31/07/2008 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O projeto de lei "Fluxo Livre de Informação" proposto por senadores democratas dos Estados Unidos e que permitiria aos jornalistas o sigilo absoluto das fontes anônimas perante um tribunal, teve a votação bloqueada pela oposição de líderes republicanos do Senado na última quarta-feira (30).

Sem conseguir atingir os 60 votos mínimos necessários para obrigar o debate e a votação definitiva no plenário do Senado, a oposição democrata viu a tentativa de aprovação da medida - que também livraria jornalistas de uma possível prisão caso se negassem a divulgar suas fontes - ir por água abaixo.

Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado queria que a o projeto de lei fosse votado antes do recesso legislativo de um mês, que começa na próxima sexta-feira (01), mas os republicanos não permitiram.

Após esse recesso, a iniciativa poderia voltar ao plenário do Senado, mas, faltando apenas cinco semanas para a 110ª sessão do Legislativo, poucos acreditam que haverá tempo para aprová-la.

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Senadora Mary L. Landrieu
"Estou muito decepcionada com que 43 dos meus colegas tenham optado por jogos partidários em vez de proteger a capacidade de nossa imprensa livre de exercer o papel de vigilância em nossa sociedade", disse a senadora democrata pela Louisiana e uma das autoras da medida, Mary L. Landrieu. Ela ressaltou que "jornalistas não devem encarar superficialmente a decisão de usar fontes não citadas, mas, muitas vezes, é a única maneira de revelar informação importante ao público".

A senadora acrescentou que "o direito de utilizar fontes, livre de uma intimidação judicial, é chave para a supervisão adequada de nosso Governo", e exemplificou com as investigações jornalísticas sobre a fracassada resposta inicial do Governo ao furacão "Katrina" em 2005.

Além de não ter conseguido sequer ser debatida no Senado, a medida enfrenta oposição do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que já ameaçou vetá-la caso siga em frente.

Com informações da EFE

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