Justiça turca ordena libertação do jornalista opositor Kadri Gürsel
Um tribunal de Istambul determinou nesta segunda-feira (25) a libertação do jornalista turco Kadri Gürsel, no âmbito do julgamento contra o jornal Cumhuriyet, crítico do governo do presidente Recept Tayyip Erdogan.
Atualizado em 26/09/2017 às 10:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Justiça decidiu que outros quatro detidos continuarão presos, entre eles o diretor do jornal, Akin Atalay, e o editor-chefe, Murat Sabuncu. As informações são da AFP. Crédito:Divulgação Cumhuriyet Gürsel, um dos jornalistas mais respeitados da Turquia, foi libertado após passar onze meses na prisão. O julgamento do jornalista foi adiado até 31 de outubro e ele continua sendo julgado por ter supostos vínculos com grupos “terroristas”. O repórter investigativo Ahmet Sik, que está detido há 269 dias e o contador Emre Iper, detido há 173 dias, também continuarão na prisão.
Julgamento
Após seis semanas de adiamento, o julgamento de 17 diretores e jornalistas do diário turco “Cumhuriyet” foi retomado no início do mês. O grupo é acusado de colaboração com organizações terroristas. O jornal é considerado uma das poucas publicações que ainda mantém uma linha crítica contra o governo do partido no poder, AKP, liderado por Erdogan.
A Procuradoria atribui aos jornalistas vínculos com a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupos marxistas e ligações com o grupo de Fethullah Gullen, exilado nos Estados Unidos, e acusado de responsabilidade na tentativa de golpe militar de julho de 2016. Segundo a defesa, no entanto, o processo é "uma mistura impossível de delitos" sublinhando que a confraria de Gulen não tem relações com os guerrilheiros curdos.
Sob ameaças
Após passar 51 dias preso na Turquia, acusado de pertencer a uma "organização terrorista armada", o jornalista francês Loup Bureau voltou a Paris no início do mês. Bureau foi detido em 26 de julho na fronteira entre Iraque e Turquia. Com ele, foram encontradas fotografias, nas quais aparece na companhia de combatentes curdos sírios das YPG. O movimento é considerado "terrorista" por Ancara, motivo pelo qual pode ser julgado à revelia pela Justiça turca.
Loup Bureau continua sob a ameaça de uma eventual condenação. "Se for condenado, pode ser alvo de uma ordem de prisão, o que o impediria de trabalhar no restante do mundo", afirmou o secretário-geral da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloire, que fez campanha por sua libertação.
Saiba mais:

Julgamento
Após seis semanas de adiamento, o julgamento de 17 diretores e jornalistas do diário turco “Cumhuriyet” foi retomado no início do mês. O grupo é acusado de colaboração com organizações terroristas. O jornal é considerado uma das poucas publicações que ainda mantém uma linha crítica contra o governo do partido no poder, AKP, liderado por Erdogan.
A Procuradoria atribui aos jornalistas vínculos com a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupos marxistas e ligações com o grupo de Fethullah Gullen, exilado nos Estados Unidos, e acusado de responsabilidade na tentativa de golpe militar de julho de 2016. Segundo a defesa, no entanto, o processo é "uma mistura impossível de delitos" sublinhando que a confraria de Gulen não tem relações com os guerrilheiros curdos.
Sob ameaças
Após passar 51 dias preso na Turquia, acusado de pertencer a uma "organização terrorista armada", o jornalista francês Loup Bureau voltou a Paris no início do mês. Bureau foi detido em 26 de julho na fronteira entre Iraque e Turquia. Com ele, foram encontradas fotografias, nas quais aparece na companhia de combatentes curdos sírios das YPG. O movimento é considerado "terrorista" por Ancara, motivo pelo qual pode ser julgado à revelia pela Justiça turca.
Loup Bureau continua sob a ameaça de uma eventual condenação. "Se for condenado, pode ser alvo de uma ordem de prisão, o que o impediria de trabalhar no restante do mundo", afirmou o secretário-geral da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloire, que fez campanha por sua libertação.
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