Justiça turca autoriza jornalista alemã, acusada de terrorismo, a sair do país
p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica} A jornalista e tradutora alemã Mesale Tolu, 33, presa no ano passado sob acusação de terrorismo na Turquia, foi autorizada nesta segunda-feira (20) a viajar para a Alemanha por um tribunal de Istambul.
Antes da detenção, a jornalista trabalhava para uma pequena agência de notícias turca de esquerda, a Etkin Haber Ajansi (ETHA)
Apesar da decisão, o julgamento de Mesale está mantido para o dia 16 de outubro, segundo informou o grupo Freiheit fuer Mesale Tolu (Liberdade para Mesale Tolu, na tradução livre) em um comunicado.
Seu marido, Suat Corlu, que está enfrentando acusações semelhantes, deve permanecer na Turquia.
A decisão desta segunda-feira foi uma surpresa. Em abril, um tribunal em Istambul decidiu impedir a jornalista de viajar para a Alemanha depois de ter ficado durante oito meses detida. Seu julgamento está previsto para o dia 16 de outubro.
Junto com 17 réus turcos, a jornalista enfrenta acusações de propaganda terrorista e participação no Partido Comunista Marxista Leninista (MLKP)de extrema esquerda, que a Turquia designa uma organização terrorista.
Mesale foi libertada da prisão em 18 de dezembro, mas foi proibida de deixar o país.
Na época, a chanceler alemã, Angela Merkel, saudou sua libertação, mas disse: "Não é uma boa notícia, porque ela não tem permissão para deixar o país e porque o julgamento dela ainda está acontecendo".
A decisão desta segunda-feira acontece um mês antes da viagem que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan deve fazer a Alemanha.
Nos últimos dias, a Turquia multiplicou os gestos para tentar reduzir a tensão com a Europa, em meio a um confronto com os Estados Unidos.
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