Justiça quer impedir que provedores acessem ao Blog do Paulinho
O blog do jornalista Paulo Cezar Prado deve sofrer um bloqueio de provedores de internet por determinação da Justiça de São Paulo. Face
Atualizado em 29/07/2016 às 13:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O do jornalista Paulo Cezar Prado deve sofrer um bloqueio de provedores de internet por determinação da Justiça de São Paulo. Facebook, Sky, Terra, Oi, UOL, Claro, Telefônica e Vivo têm sete dias para cumprir a ordem, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Crédito:reprodução Facebook, Sky, Terra, Oi, UOL, Claro, Telefônica e Vivo têm sete dias para cumprir a ordem De acordo com o jornalista, além do bloqueio de acesso ao seu blog, a decisão da juíza Carla Themis Lagrotta Germano, da 31ª Vara Cívil, também vale para a sua página pessoal no Facebook. "Além de claramente abusivo, o despacho, que remete aos tempos mais sombrios da ditadura, referenda equívoco, comprovado pelo blog (com juntada nos autos)", opina Prado.
O caso teve início em janeiro deste ano, quando a agência de empréstimo Crefisa entrou com uma ação judicial contra o jornalista após a publicação de uma matéria envolvendo a empresa. Dias depois, também solicitou a retirada do texto. O pedido foi aceito pela juíza.
No mês seguinte, a Crefisa teria, segundo Prado, induzido a magistrada ao erro, alegando que ele havia sido intimado e, mesmo assim, descumprido a liminar. Um oficial de justiça confirmou que a intimação não foi feita pelo fato de o jornalista não residir no mesmo endereço.
Três dias depois, uma pessoa identificada como Luiz Ferreira assinou uma carta AR, que serve como intimação, que a Crefisa usou em sua petição. Com o documento, a juíza deferiu a liminar para que todos os provedores de internet do Brasil bloqueassem o acesso ao blog do Paulinho.
Em 4 de fevereiro, o jornalista recebeu a intimação e cumpriu a decisão judicial no mesmo dia, retirando a matéria do ar. A juíza reconheceu o erro na ação principal, mas decidiu manter a decisão na cautelar.
Crédito:reprodução Facebook, Sky, Terra, Oi, UOL, Claro, Telefônica e Vivo têm sete dias para cumprir a ordem De acordo com o jornalista, além do bloqueio de acesso ao seu blog, a decisão da juíza Carla Themis Lagrotta Germano, da 31ª Vara Cívil, também vale para a sua página pessoal no Facebook. "Além de claramente abusivo, o despacho, que remete aos tempos mais sombrios da ditadura, referenda equívoco, comprovado pelo blog (com juntada nos autos)", opina Prado.
O caso teve início em janeiro deste ano, quando a agência de empréstimo Crefisa entrou com uma ação judicial contra o jornalista após a publicação de uma matéria envolvendo a empresa. Dias depois, também solicitou a retirada do texto. O pedido foi aceito pela juíza.
No mês seguinte, a Crefisa teria, segundo Prado, induzido a magistrada ao erro, alegando que ele havia sido intimado e, mesmo assim, descumprido a liminar. Um oficial de justiça confirmou que a intimação não foi feita pelo fato de o jornalista não residir no mesmo endereço.
Três dias depois, uma pessoa identificada como Luiz Ferreira assinou uma carta AR, que serve como intimação, que a Crefisa usou em sua petição. Com o documento, a juíza deferiu a liminar para que todos os provedores de internet do Brasil bloqueassem o acesso ao blog do Paulinho.
Em 4 de fevereiro, o jornalista recebeu a intimação e cumpriu a decisão judicial no mesmo dia, retirando a matéria do ar. A juíza reconheceu o erro na ação principal, mas decidiu manter a decisão na cautelar.
"A pressão para impedir acesso ao Blog do Paulinho vem sendo executada pela Crefisa, autora do processo, insatisfeita com revelações (comprovadas) dos desvios de conduta de seu proprietário, José Roberto Lamacchia, dono também da Faculdade das Américas", acrescenta Prado.





