Justiça quebra sigilo de prontuário de Orlando Duarte e outros 4 pacientes da Prevent Senior
Objetivo é investigar divergências nas causas das mortes relatadas nos documentos
Atualizado em 26/10/2021 às 10:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Justiça quebra sigilo de prontuário de Orlando Duarte e outros 4 pacientes da Prevent Senior
Após um pedido da Polícia Civil, no âmbito do inquérito que investiga a conduta da Prevent Senior na condução dos casos de covid-19 durante a pandemia, a Justiça de São paulo determinou a quebra do sigilo de prontuários de cinco pacientes da operadora de planos de saúde que morreram em decorrência da doença.O jornalista esportivo Orlando Duarte, que cobriu todas as Copas do Mundo de 1950 a 2006, e morreu aos 88 anos em dezembro de 2020 é um deles. As informações são da TV Globo. Crédito:São Paulo FC/Divulgação
O jornalista Orlando Duarte, que morreu de covid-19 no ano passado Os atores Fesio Amadeu, que integrou os elencos das novelas A Viagem, Renascer e Sinhá Moça e João Acaibe, o Tio Barnabé do Sítio do Pica-pau amarelo, o médico Anthony Wong, e a mãe do empresário Luciano Hang, dono da Havan, Regina Hang, completam a lista. Todos morreram em hospitais da Prevent Senior. O objetivo dos investigadores é comparar os prontuaros, e entender por que em alguns casos, como nos dos atores e de Orlando Duarte, consta a covid-19 como causa da morte e em outros, como de Wong e Regina Hang, a informação foi omitida.
À Globo, a Prevent afirmou que todas as informações serão enviadas à Justiça. A operadora de planos de saúde diz que "não houve omissão da existência da covid-19 nos prontuários".
A Prevent Senior é investigada por conduzir um "estudo" sem autorização das autoridades em saúde, mas com conhecimento do presidente Jair Bolsonaro. Na "pesquisa", nove pacientes morreram, mas apenas duas mortes foram mencionadas.
Famílias afirmam que os pacientes recebiam remédios do chamado 'kit covid' mesmo integrando o grupo de risco para as substâncias.
Em São Paulo, o Ministério Público também apura a distribuição de "kit covid" sem análise caso a caso, como uma política de receita pronta, e na Justiça do Trabalho, a suspeita de "assédio moral organização" também está em apuração. A Câmara Municipal abriu uma CPI para apurar as denúncias contra a empresa.





