Justiça obriga Ponte Jornalismo a tirar vídeo do ar com denúncia contra promotora
Na última quarta-feira (3/2), a juíza Luciana Castello Chafick Miguel, da 3ª Vara da Comarca de Cubatão, determinou que a Ponte Jornal
Atualizado em 04/02/2016 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quarta-feira (3/2), a juíza Luciana Castello Chafick Miguel, da 3ª Vara da Comarca de Cubatão, determinou que a tirasse do ar um vídeo uma na qual o grupo Mães de Maio denunciavam uma promotora por “criminalizar” o movimento,
Crédito:Reprodução/Ponte Jornalismo Reportagem denunciava promotora por criminalizar movimento Mães de Maio
Segundo o veículo, o vídeo da matéria assinada pelos jornalistas André Caramante e Fausto Salvadori mostrava a promotora Ana Maria Frigério Molinari, da Procuradoria de Justiça de Praia Grande (SP), fazendo acusações contra o grupo de direitos humanos Mães de Maio. Ele dizia que as militantes seriam traficantes de drogas.
As imagens foram gravadas durante uma audiência de instrução na 3ª Vara Criminal de Cubatão. A promotora aparece respondendo perguntas do advogado de três policiais militares, acusados de sequestrar um homem e armar contra ele uma falsa acusação de porte ilegal de arma.
No vídeo, Ana Maria afirma ter recebido a informação de que o grupo de direitos humanos seria formado por mães de traficantes, que, após a morte de seus filhos teriam passado a gerenciar pontos de venda de drogas, com o apoio do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Embora a promotora não tenha apresentado uma denúncia formal contra as Mães de Maio sobre o suposto crime, acabou sendo criticada por Débora Silva durante uma audiência pública Câmara Municipal de São Paulo, por criminalizar um movimento com acusações falsas. A integrante do grupo ainda exigiu que ela fosse afastada do Ministério Público.
Durante a produção da reportagem da Ponte, Ana Maria se recusou a dar entrevista. Porém, após a matéria ir para o ar, a juíza Luciana Castello Chafick Miguel decretou sigilo no processo envolvendo os três policiais e, com base nisso, decidiu obrigar o veículo a retirar do ar o vídeo com o depoimento de Ana Maria.
Além disso, a magistrada enviou um ofício ao Facebook “para que tome ciência da decisão e remova os referidos vídeos”. No entanto, o vídeo nunca foi postado nesta rede social, sendo divulgado apenas no YouTube.
Os jornalistas responsáveis pela reportagem receberam a notificação no dia 12 de janeiro, com prazo dez dias para tirá-lo do ar, “sob pena de eventual responsabilização civil e criminal”. Atendendo à determinação, a Ponte tirou o vídeo tanto do site quanto do YouTube.
Para tentar reverter a medida, a advogada da Ponte, Giane Álvares Ambrosio, impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para tentar obter uma liminar e liberar o vídeo proibido.
Crédito:Reprodução/Ponte Jornalismo Reportagem denunciava promotora por criminalizar movimento Mães de Maio
Segundo o veículo, o vídeo da matéria assinada pelos jornalistas André Caramante e Fausto Salvadori mostrava a promotora Ana Maria Frigério Molinari, da Procuradoria de Justiça de Praia Grande (SP), fazendo acusações contra o grupo de direitos humanos Mães de Maio. Ele dizia que as militantes seriam traficantes de drogas.
As imagens foram gravadas durante uma audiência de instrução na 3ª Vara Criminal de Cubatão. A promotora aparece respondendo perguntas do advogado de três policiais militares, acusados de sequestrar um homem e armar contra ele uma falsa acusação de porte ilegal de arma.
No vídeo, Ana Maria afirma ter recebido a informação de que o grupo de direitos humanos seria formado por mães de traficantes, que, após a morte de seus filhos teriam passado a gerenciar pontos de venda de drogas, com o apoio do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Embora a promotora não tenha apresentado uma denúncia formal contra as Mães de Maio sobre o suposto crime, acabou sendo criticada por Débora Silva durante uma audiência pública Câmara Municipal de São Paulo, por criminalizar um movimento com acusações falsas. A integrante do grupo ainda exigiu que ela fosse afastada do Ministério Público.
Durante a produção da reportagem da Ponte, Ana Maria se recusou a dar entrevista. Porém, após a matéria ir para o ar, a juíza Luciana Castello Chafick Miguel decretou sigilo no processo envolvendo os três policiais e, com base nisso, decidiu obrigar o veículo a retirar do ar o vídeo com o depoimento de Ana Maria.
Além disso, a magistrada enviou um ofício ao Facebook “para que tome ciência da decisão e remova os referidos vídeos”. No entanto, o vídeo nunca foi postado nesta rede social, sendo divulgado apenas no YouTube.
Os jornalistas responsáveis pela reportagem receberam a notificação no dia 12 de janeiro, com prazo dez dias para tirá-lo do ar, “sob pena de eventual responsabilização civil e criminal”. Atendendo à determinação, a Ponte tirou o vídeo tanto do site quanto do YouTube.
Para tentar reverter a medida, a advogada da Ponte, Giane Álvares Ambrosio, impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para tentar obter uma liminar e liberar o vídeo proibido.





