Justiça nega habeas corpus a dono de jornal acusado de extorsão

Justiça nega habeas corpus a dono de jornal acusado de extorsão

Atualizado em 26/05/2010 às 16:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Justiça nega habeas corpus a dono de jornal acusado de extorsão

O diretor do jornal Atualidades de Marília , Maurício Machado, detido na última sexta-feira (21) sob acusação de tentativa de extorsão contra o deputado federal Sérgio Nechar (PP-SP), teve negado seu pedido de relaxamento da prisão.

O jornalista foi preso em flagrante quando recebia um envelope com cerca de R$ 5 mil em dinheiro. Machado teria extorquido Nechar para que não levasse adiante ataques contra o deputado por meio da publicação que dirige.

O juiz da 1ª Vara de Justiça Federal, Alexandre Sormani, indeferiu o habeas corpus e requisitou informações sobre os antecedentes criminais e comprovação de domicílio fixo do acusado.

De acordo com o site Jornal da Cidade de Bauru , Sormani declarou que irá se manifestar sobre a prisão após parecer do Ministério Público Federal.

Segundo depoimento do deputado à Polícia Federal, as ameaças do jornalista começaram há um mês, quando ele suspendeu o pagamento de propagandas no jornal de Machado.

Além da quantia em dinheiro, o jornalista teria pedido ao deputado um automóvel avaliado em R$ 15 mil, o pagamento do aluguel de uma casa, além de pagamento da impressão do jornal.

No momento da prisão, Machado tinha em mãos um piloto de uma das edições do jornal com uma série de ataques ao deputado, que seria publicada caso Nechar não atende às exigências.

A advogada de Machado, Clarice Domingos da Silva, declarou que apresentará novo recurso para que seu cliente responda ao processo em liberdade, uma vez que, na sua opinião, não há motivo para mantê-lo preso. "Ele é réu primário, tem domicílio fixo e não há nocividade à sociedade. Todos os pressupostos para ele responder o processo em liberdade estão caracterizados", declarou.

Clarice sublinhou, ainda, que, quando seu cliente prestou depoimento à PF, não fez uso do preceito de falar apenas em juízo e que o fato de transitar livremente pelo gabinete de Nechar mostra proximidade entre os envolvidos.

"Ele é inocente e no depoimento alinhavou bem tudo o que estava sendo acusado. Ninguém entra em um gabinete de deputado facilmente se não tem amplo acesso", disse a advogada.

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