Justiça nega anulação da pena de ex-bicheiro que encomendou morte de repórter em 2002
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou o recurso feito pela defesa do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que tentava anular a pena de 19 anos de prisão por encomendar o assassinato do jornalista em 2002.
Atualizado em 19/08/2015 às 19:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Jornalista foi assassinado a mando do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro
Os documentos do processo mostram que Arcanjo solicita a anulação do processo por ofensa ao princípio da especialidade, dizendo ainda que “o feito não está presente no conjunto de processos que definiram sua extradição pela República Oriental do Uruguai”.
Segundo o Olhar Jurídico, Brandão foi morto no dia 30 de setembro de 2002 quando fazia uma visita a obras da sede de seu jornal. Testemunhas afirmam que dois homens armados dispararam duas vezes contra a cabeça do jornalista. Os criminosos estavam em uma moto e chegaram atirando.
De acordo com a denúncia, a ordem para o assassinato teria sido dada porque o jornal de Brandão publicou uma matéria desfavorável aos interesses e negócios do ex-bicheiro.
O desembargador e relator do caso, Rui Ramos Ribeiro, não concordou com a tese do advogado de defesa e votou pela manutenção da pena. Por outro lado, o também desembargador e revisor do processo, Rondon Bassil Dower Filho, entendeu que o julgamento deveria ser anulado.
Pedro Sakamoto, desembargador que pediu revisão do processo, trouxe o caso de volta a julgamento na sessão da última terça-feira (18/8). Ele acompanhou o voto de Rui Ramos e fez com o recurso fosse negado.





