Justiça extingue processo contra jornalista dos EUA envolvido no acidente do voo da Gol
Justiça extingue processo contra jornalista dos EUA envolvido no acidente do voo da Gol
Atualizado em 11/11/2010 às 13:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O juiz Carlos Espínola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), extinguiu uma ação por difamação e danos morais movida no Brasil contra o jornalista norte-americano Joe Sharkey, responsável por denunciar falhas no controle aéreo brasileiro em 2006.
O jornalista foi responsável por um dossiê que apontou falhas no sistema aéreo após a colisão de um jato Legacy da Embraer - em que viajava - com um Boeing da Gol, em 29 de setembro de 2006, na região amazônica. Na ocasião, todos os 154 ocupantes do avião da Gol morreram.
Em seu , Sharkey comentou que se sentiu aliviado ao saber da extinção do processo. Para ele, o desfecho do caso simboliza "um triunfo para a liberdade de expressão, para a liberdade de expressão dos blogueiros e para a Primeira Emenda" da Constituição dos EUA, que assegura livre expressão.
O jato em que Sharkey viajava conseguiu pousar mesmo avariado, salvando seus sete tripulantes. O jornalista relatou o incidente em primeira-mão ao jornal The New York Times . Depois disso, compareceu em diversos programas de TV e rádio nos EUA criticando duramente o controle aéreo brasileiro e insistiu na libertação dos dois pilotos norte-americanos que guiavam o Legacy e enfrentavam investigações no Brasil.
Seu posicionamento gerou revolta em parentes de vítimas do voo da Gol, o que lhe rendeu dois processos, sendo um deles o extinto nessa semana.
A autora da ação era Rosane Gutjhar, víuva de uma das vítimas do acidente, residente em Curitiba (PR). Ela acusa o jornalista de promover uma campanha em seu blog em favor dos pilotos norte-americanos e alega ter sido pessoalmente ofendida quando ele criticou autoridades brasileiras.
Segundo informa o Knight Center for Journalism in the Americas, o juiz extinguiu o processo por entender que não há qualquer relação entre os comentários do jornalista e a autora da ação. Considerou, ainda, que ele não abusou de sua liberdade de expressão ao fazer afirmações sobre o caso.
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| Reprodução | |
| Joe Sharkey |
Em seu , Sharkey comentou que se sentiu aliviado ao saber da extinção do processo. Para ele, o desfecho do caso simboliza "um triunfo para a liberdade de expressão, para a liberdade de expressão dos blogueiros e para a Primeira Emenda" da Constituição dos EUA, que assegura livre expressão.
O jato em que Sharkey viajava conseguiu pousar mesmo avariado, salvando seus sete tripulantes. O jornalista relatou o incidente em primeira-mão ao jornal The New York Times . Depois disso, compareceu em diversos programas de TV e rádio nos EUA criticando duramente o controle aéreo brasileiro e insistiu na libertação dos dois pilotos norte-americanos que guiavam o Legacy e enfrentavam investigações no Brasil.
Seu posicionamento gerou revolta em parentes de vítimas do voo da Gol, o que lhe rendeu dois processos, sendo um deles o extinto nessa semana.
A autora da ação era Rosane Gutjhar, víuva de uma das vítimas do acidente, residente em Curitiba (PR). Ela acusa o jornalista de promover uma campanha em seu blog em favor dos pilotos norte-americanos e alega ter sido pessoalmente ofendida quando ele criticou autoridades brasileiras.
Segundo informa o Knight Center for Journalism in the Americas, o juiz extinguiu o processo por entender que não há qualquer relação entre os comentários do jornalista e a autora da ação. Considerou, ainda, que ele não abusou de sua liberdade de expressão ao fazer afirmações sobre o caso.
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