Justiça egípcia condena três jornalistas à pena de morte por vazamento de documentos

No último sábado (7/5), a Justiça egípcia condenou três jornalistas à pena de morte, por considerar que eles teriam colocado a segurança nacional em risco, depois de vazarem documentos secretos para o Catar.

Atualizado em 09/05/2016 às 11:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Justiça condenou três jornalistas à pena de morte, por considerar que eles teriam colocado a segurança nacional em risco, depois de vazarem documentos secretos para o Catar. No entanto, a sentença final está prevista apenas para 18 de junho, uma vez que uma autoridade religiosa precisa aprovar a decisão. Crédito:Reprodução Justiça condenou os jornalistas à morte por revelar documentos secretos

De acordo com o Valor, os jornalistas – Asmaa Mohamed al-Khatib, da agência de notícias Rassd; Alaa Omar Mohammed e Ibrahim Mohammed Hilal, da Al Jazeera – foram julgados à revelia. Os dois últimos, funcionários da emissora, ainda podem recorrer. Um porta-voz da emissora comentou o julgamento. "A Al Jazeera rejeita a alegação absurda de que eles estavam em colaboração com o governo eleito de Mohammed Mursi”.

O ex-presidente Mohammed Mursi, processado no mesmo caso, teve seu julgamento adiado. Ele também é acusado de divulgar documentos egípcios. Ligado à Irmandade Muçulmana, foi derrubado em 2013 após manifestações populares.

Esperança

Em 2015, o presidente egípcio Abdel-Fattah al-Sisi, perdoou dois repórteres da Al Jazeera que tinham sido condenados a três anos de prisão acusados de divulgação de notícias falsas.


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