Justiça dos EUA rejeita apelação de repórter do "NYT" que tenta proteger sigilo de fonte

James Risen, do "NYT", recusa-se a revelar identidade de fonte que lhe vazou informações secretas sobre o governo norte-americano em 2006.

Atualizado em 02/06/2014 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta segunda-feira (2/6), a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou a apelação apresentada pelo jornalista James Risen em processo contra o governo norte-americano. Desde 2011, o repórter do New York Times tenta proteger a identidade de uma fonte que lhe vazou informações sobre a agência de inteligência do país.
Crédito:Reprodução Jornalista vai recorrer da decisão para não revelar sua fonte
Segundo o NYT , o tribunal não apresentou motivos, mas defendeu o lado do governo no processo. A acusação alega que nenhum jornalista pode se recusar a fornecer evidências de "atividades criminosas", mesmo que para fins jornalísticos. "Continuarei a lutar", afirmou Risen após a decisão.
O repórter conta com o apoio de Dean Baquet, editor-executivo do jornal, que afirmou que a decisão "fere o direito à liberdade de imprensa". "Jornalistas como Jim [Risen] dependem de fontes confidenciais para conseguir a informação que o público precisa saber. O fracasso da Corte em proteger o direito dos jornalistas de manter suas fontes em segredo é profundamente preocupante", afirmou.
O advogado do repórter, Joel Kurtzberg, pediu que a acusação desista do processo. "Agora nós apenas podemos esperar que o governo não procure prendê-lo por desacato, por ter feito nada mais do que divulgar informações e manter as promessas que fez às suas fontes", disse.
O governo dos EUA acusa Jeffrey Sterling, um ex-agente da CIA, pelos vazamentos, mas precisa de um depoimento de Risen para comprovar a acusação.