Justiça dos EUA nega pedido de sigilo de fonte a blogueira
A blogueira Shelle Halle teve seu pedido de proteção à fonte jornalística negada pela Suprema Corte de Nova Jersey por não estar ligada... Leia no portal IMPRENSA
Atualizado em 09/06/2011 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Suprema Corte do Estado de Nova Jersey, nos EUA, negou o pedido de proteção ao "sigilo da fonte", normalmente concedida a jornalistas da mídia tradicional, feito pela blogueira , informa a edição desta quinta-feira (9) da Folha de S. Paulo.
Crédito:Internet Blog de Shellee Hal não conta com a proteção das fontes
Shellee enfrenta processo processado pela empresa , empresa de softwares usados em sites de conteúdo adulto, por difamação, devido a comentários postados em páginas de fóruns online. A blogueira acusa a empresa, por meio de mensagens postadas na página, de ações fraudulentas e ameaças de morte àqueles que divulgassem essas informações. A empresa pediu para que ela divulgasse suas fontes e acusou Shellee de difamação.
Shellee procurou a Justiça para enquadrar-se na lei de "proteção a fonte", porém viu seu pedido negado por não ser uma jornalista ligada à mídia tradicional. "A popularidade da internet resultou em milhões de blogueiros que não têm ligação com a mídia tradicional. Qualquer um deles, assim como qualquer pessoa com uma conta no Facebook, poderia tentar fazer valer o privilégio da lei de sigilo", declarou a Suprema Corte. O Tribunal afirma que a decisão foi tomada levando em conta que o material contestado no julgamento havia sido postado em fóruns, portanto não poderia ser considerado "conteúdo jornalístico".
Esta decisão mostra-se como um revés para os internautas, que não têm proteção da Justiça em casos de comentários postados em páginas da web. "Eu não sou tradicional. Eu sou uma jornalista cidadã", afirma Shelle Halle, para a Ela explica que as informações divulgadas faziam parte de uma pesquisa sobre crime na indústria pornográfica, tema sobre o qual pretendia escrever artigos para seu site e para um livro. O advogado de Shelle, Jeffrey Pollock, afirma que esta é "uma virada brusca contra o jornalismo não-tradicional e as pessoas escrevendo na internet".
Segundo a Businessweek, a lei de proteção às fontes jornalísticas em Nova Jersey é uma das mais amplas. Porém, como data de 1977, não acompanhou a evolução da disseminação da informação na internet.
Crédito:Internet Blog de Shellee Hal não conta com a proteção das fontes
Shellee enfrenta processo processado pela empresa , empresa de softwares usados em sites de conteúdo adulto, por difamação, devido a comentários postados em páginas de fóruns online. A blogueira acusa a empresa, por meio de mensagens postadas na página, de ações fraudulentas e ameaças de morte àqueles que divulgassem essas informações. A empresa pediu para que ela divulgasse suas fontes e acusou Shellee de difamação.
Shellee procurou a Justiça para enquadrar-se na lei de "proteção a fonte", porém viu seu pedido negado por não ser uma jornalista ligada à mídia tradicional. "A popularidade da internet resultou em milhões de blogueiros que não têm ligação com a mídia tradicional. Qualquer um deles, assim como qualquer pessoa com uma conta no Facebook, poderia tentar fazer valer o privilégio da lei de sigilo", declarou a Suprema Corte. O Tribunal afirma que a decisão foi tomada levando em conta que o material contestado no julgamento havia sido postado em fóruns, portanto não poderia ser considerado "conteúdo jornalístico".
Esta decisão mostra-se como um revés para os internautas, que não têm proteção da Justiça em casos de comentários postados em páginas da web. "Eu não sou tradicional. Eu sou uma jornalista cidadã", afirma Shelle Halle, para a Ela explica que as informações divulgadas faziam parte de uma pesquisa sobre crime na indústria pornográfica, tema sobre o qual pretendia escrever artigos para seu site e para um livro. O advogado de Shelle, Jeffrey Pollock, afirma que esta é "uma virada brusca contra o jornalismo não-tradicional e as pessoas escrevendo na internet".
Segundo a Businessweek, a lei de proteção às fontes jornalísticas em Nova Jersey é uma das mais amplas. Porém, como data de 1977, não acompanhou a evolução da disseminação da informação na internet.






