Justiça do Reino Unido decide não indiciar cracker que invadiu o Pentágono

Justiça do Reino Unido decide não indiciar cracker que invadiu o Pentágono

Atualizado em 26/02/2009 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

A Justiça do Reino Unido declarou que não apresentará acusações contra o cracker Gary McKinnon, acusado de ser "o maior pirata militar de todos os tempos". A decisão seria uma tentativa de evitar que o acusado seja levado à julgamento nos EUA. Recentemente, o cracker ganhou recurso contra a extradição por ser diagnosticado autista.

Gary McKinnon foi preso pela polícia britânica em 2002 sob acusação de invadir ilegalmente sistemas do governo dos EUA. Entre eles, sistemas do Pentágono, Exército, Marinha e Nasa, causando danos de mais de US$ 700 mil.

Em 2006, decidiu-se que McKinnon deveria ser extraditado para os EUA para que fosse julgado. Caso fosse condenado por um tribunal norte-americano, o cracker poderia ficar mais de 70 anos preso.

Seus advogados pediram à Justiça do Reino Unido que considerassem a possibilidade de julgar o cracker no País, pois acreditavam que a senteça seria muito menor. No entanto, a Justiça do País declarou que a revisão havia concluído que seria um erro julgá-lo apenas no Reino Unido.

"Não. Não se trata de experiências aleatórias de pirataria de informática, mas de um ataque deliberado para violar os sistemas de defesa dos EUA em um momento crítico que causou um dano documentado", disse Allison Saunders, responsável pela Divisão de Crime Organizado da Fiscalização Pública.

À agência de notícias Reuters, McKinnon disse que era apenas um curioso que queria saber se realmente existem extraterrestres e tornou-se obsessiva sua busca por provas através das grandes redes militares.

De acordo com informações da versão espanhola do site IBLNews, a decisão da Justiça britânica não acaba com a batalha legal do cracker. No mês passado, o Tribunal Superior de Londres afirmou que poderia reavaliar a decisão do governo de não extraditá-lo.

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