Justiça do MT solta jornalistas suspeitos de extorsão de políticos e empresários

A Justiça do Mato Grosso decidiu soltar os jornalistas Antônio Milas de Oliveira, Maykon Feitosa Milas e Max Feitosa Milas n

Atualizado em 06/05/2016 às 16:05, por Redação Portal IMPRENSA.

A Justiça do Mato Grosso decidiu soltar os Antônio Milas de Oliveira, Maykon Feitosa Milas e Max Feitosa Milas na última quarta-feira (4/5). Eles foram presos na operação “Liberdade de Expressão” da Polícia Civil, no dia 12 de março, em Cuiabá, por suspeita de extorsão, violação de sigilo funcional e formação de organização criminosa.
Crédito:Reprodução Jornalistas usarão tornozeleiras eletrônicas após colocados em liberdade
Segundo o G1, eles foram indiciados por um esquema no qual ameaçavam políticos e empresários de publicar informações comprometedoras obtidas de forma ilegal. O trio – formado por pai e dois filhos – chegava a cobrar R$ 300 mil, dependendo das condições financeiras da vítima.

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT) determinaram que os três sejam monitorados através de tornozeleira. Além disso, eles também terão que comparecer em juízo até o quinto dia útil de cada mês e ficar reclusos em casa à noite, nos finais de semana e feriados. Antônio, Max e Maykon também não podem publicar nenhuma matéria relativa às vítimas.
Segundo a Polícia Civil, um dos alvos do grupo foi o ex-secretário da Casa Civil e do Comércio do Mato Grosso, Pedro Nadaf, que está preso por suspeita de pedir propina para conceder benefícios fiscais a empresas.

A mesma operação também prendeu o auditor fiscal da prefeitura de Cuiabá, que teria vazado as informações utilizadas pelo grupo para extorquir as vítimas, e os jornalistas Antônio Peres Pacheco e Naedson Martins da Silva. Os dois primeiros já foram soltos e não foram indiciados por não ficar comprovado que cometeram crimes.