Justiça do MS bloqueia bens de jornalista que matou criança em briga de trânsito

Justiça do MS bloqueia bens de jornalista que matou criança em briga de trânsito

Atualizado em 26/04/2010 às 11:04, por Redação Portal IMPRENSA.

A 1ª Vara Criminal de Campo Grande (MS) determinou o bloqueio dos bens do jornalista Agnaldo Gonçalves, indiciado pela morte do menino Rogério de Mendonça Pedra Silva, de três anos, durante uma briga de trânsito. O pedido foi feito por Ricardo Tred, advogado que representa a família do garoto.

Reprodução
Rogério Mendonça Pedra

A ação foi movida pela mãe de Rogério, Ariana Pedra da Silva, pelo avô do menino, João Afonso Pedra da Silva, e o tio, Aldemir Pedra Silva. Anteriormente eles haviam pedido a hipoteca dos bens de Gonçalves - proprietário do Jornal Independente - no intuito de garantir eventual indenização por danos morais.

A família de Rogério acusa o jornalista de forjar uma separação consensual de bens com a esposa, para se livrar de possível condenação financeira. A decisão, determinada pelo juiz Carlos Garcete, impede que Gonçalves venda seus imóveis. O pedido de hipoteca feito por familiares de Rogério foi negado pela Justiça.

O juiz pediu prova do documento de separação do jornalista, para investigar se houve irregularidade. A família do garoto diz que, na data do pedido de separação, Gonçalves estaria preso.

O jornalista foi libertado por meio de um habeas corpus concedido no dia 8 de fevereiro deste ano, após passar mais de três meses e meio preso. A família de Rogério entrou com novo pedido de prisão preventiva, o que ainda não foi julgado.

O crime aconteceu no dia 18 de novembro de 2009, durante uma briga de trânsito em Campo Grande. Após discutir com Ademir de Pedra Neto, Gonçalves atirou contra o carro de Neto, acertando o avô, João Afonso Pedra, e o sobrinho, Rogério. O menino morreu no hospital. Em depoimento, Gonçalves disse que efetuou os disparos porque foi ameaçado. A informação é do site Capital News.

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