Justiça do MS bloqueia bens de jornalista que matou criança em briga de trânsito
Justiça do MS bloqueia bens de jornalista que matou criança em briga de trânsito
A 1ª Vara Criminal de Campo Grande (MS) determinou o bloqueio dos bens do jornalista Agnaldo Gonçalves, indiciado pela morte do menino Rogério de Mendonça Pedra Silva, de três anos, durante uma briga de trânsito. O pedido foi feito por Ricardo Tred, advogado que representa a família do garoto.
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| Rogério Mendonça Pedra |
A ação foi movida pela mãe de Rogério, Ariana Pedra da Silva, pelo avô do menino, João Afonso Pedra da Silva, e o tio, Aldemir Pedra Silva. Anteriormente eles haviam pedido a hipoteca dos bens de Gonçalves - proprietário do Jornal Independente - no intuito de garantir eventual indenização por danos morais.
A família de Rogério acusa o jornalista de forjar uma separação consensual de bens com a esposa, para se livrar de possível condenação financeira. A decisão, determinada pelo juiz Carlos Garcete, impede que Gonçalves venda seus imóveis. O pedido de hipoteca feito por familiares de Rogério foi negado pela Justiça.
O juiz pediu prova do documento de separação do jornalista, para investigar se houve irregularidade. A família do garoto diz que, na data do pedido de separação, Gonçalves estaria preso.
O jornalista foi libertado por meio de um habeas corpus concedido no dia 8 de fevereiro deste ano, após passar mais de três meses e meio preso. A família de Rogério entrou com novo pedido de prisão preventiva, o que ainda não foi julgado.
O crime aconteceu no dia 18 de novembro de 2009, durante uma briga de trânsito em Campo Grande. Após discutir com Ademir de Pedra Neto, Gonçalves atirou contra o carro de Neto, acertando o avô, João Afonso Pedra, e o sobrinho, Rogério. O menino morreu no hospital. Em depoimento, Gonçalves disse que efetuou os disparos porque foi ameaçado. A informação é do site Capital News.
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