Justiça do Egito condena mais um jornalista da Al Jazeera à prisão

Ahmed Mansour foi acusado de torturar um advogado durante um protesto na Praça Tahrir em 2011.

Atualizado em 14/10/2014 às 19:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O Tribunal de Justiça do Cairo (Egito) condenou nesta terça-feira (14/10) o jornalista Ahmed Mansour, da Al Jazeera, a 15 anos de prisão por "torturar um advogado" durante um protesto na Praça Tahrir, em 2011. O apresentador é o quarto profissional da emissora árabe a ser condenado no país.
Crédito:Reprodução/Twitter Apresentador é acusado de torturar advogado em praça pública
Segundo o próprio canal, as acusações são falsas e servem como "evidência de uma tentativa de silenciar jornalistas, manchar sua reputação e prejudicar seu trabalho". Mansour ainda enfrenta outras 150 acusações, inclusive a de apoiar grupos terroristas no território egípcio.
"Esse caso é mais uma ilustração de como a Al Jazeera tem que pagar o preço por seu profissionalismo", declarou ainda a emissora. Além de Mansouur, a Justiça do Egito condenou em junho o australiano Peter Greste e os egípcios Mohamed Fahmy e Baher Mohamed por "ajudar a Irmandade Muçulmana" e "espalhar notícias falsas".
A rede de TV diz que "vai continuar lutando" para libertar seus profissionais.