Justiça determina retirada do ar de checagem por ofensa à honra de senador
O juiz Rodrigo Cardoso Freitas, da 5ª Vara Cível de Vitória (ES), determinou nesta quinta (25) a retirada do ar de uma checagem realizada pelo Projeto Comprova, que é coordenado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e conta com 28 veículos de imprensa para verificação de desinformação nas redes sociais.
Atualizado em 25/03/2021 às 15:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
da 5ª Vara Cível de Vitória (ES), determinou nesta quinta (25) a retirada do ar de uma checagem realizada pelo Projeto Comprova, que é coordenado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e conta com 28 veículos de imprensa para verificação de desinformação nas redes sociais.
A decisão acatou pedido dos advogados do senador Marcos Do Val (Podemos-ES), que alegaram que a publicação da checagem ofendeu a imagem e a honra do político.
A checagem concluiu que uma postagem do senador mostrava trechos fora de contexto de uma fala do médico Drauzio Varella a fim de sugerir que ele minimizou a pandemia. O post foi considerado enganoso por não informar que o vídeo era antigo e que o médico mudou de opinião. Crédito:Roque de Sá/Agência Senado Senador Marcos do Val: postagem de vídeo de Drauzio Varella fora de contexto foi enganosa, segundo o Projeto Comprova A checagem foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, pelo portal UOL e pela emissora SBT. A ação contra a Folha é a única que já chegou à fase de sentença. A Justiça determinou a retirada da checagem do ar, publicação de retratação e que o jornal se abstenha de republicar o texto ou outro conteúdo semelhante.
Trabalho fundamental
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse em nota que “espera que decisão do juiz do Espírito Santo seja revista, pois fere o princípio constitucional da liberdade de imprensa". Ainda de acordo com a entidade, o trabalho de checagem dos fatos feito pelo Projeto Comprova, assim como outras iniciativas similares, é fundamental no combate aos males da desinformação e deveria ser valorizado e não punido pelas instituições do país.
Editor do Comprova, Sérgio Lüdtke disse ao Estadão que a postagem do senador tem o poder de confundir as pessoas sobre o comportamento esperado diante dos riscos de contágio. "E isso se dá num momento crucial da pandemia em que a população necessita de informação correta e confiável. A autoridade e a capacidade de influência de um senador da República podem dar autenticidade a conteúdos enganosos.”
A decisão acatou pedido dos advogados do senador Marcos Do Val (Podemos-ES), que alegaram que a publicação da checagem ofendeu a imagem e a honra do político.
A checagem concluiu que uma postagem do senador mostrava trechos fora de contexto de uma fala do médico Drauzio Varella a fim de sugerir que ele minimizou a pandemia. O post foi considerado enganoso por não informar que o vídeo era antigo e que o médico mudou de opinião. Crédito:Roque de Sá/Agência Senado Senador Marcos do Val: postagem de vídeo de Drauzio Varella fora de contexto foi enganosa, segundo o Projeto Comprova A checagem foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, pelo portal UOL e pela emissora SBT. A ação contra a Folha é a única que já chegou à fase de sentença. A Justiça determinou a retirada da checagem do ar, publicação de retratação e que o jornal se abstenha de republicar o texto ou outro conteúdo semelhante.
Trabalho fundamental
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse em nota que “espera que decisão do juiz do Espírito Santo seja revista, pois fere o princípio constitucional da liberdade de imprensa". Ainda de acordo com a entidade, o trabalho de checagem dos fatos feito pelo Projeto Comprova, assim como outras iniciativas similares, é fundamental no combate aos males da desinformação e deveria ser valorizado e não punido pelas instituições do país.
Editor do Comprova, Sérgio Lüdtke disse ao Estadão que a postagem do senador tem o poder de confundir as pessoas sobre o comportamento esperado diante dos riscos de contágio. "E isso se dá num momento crucial da pandemia em que a população necessita de informação correta e confiável. A autoridade e a capacidade de influência de um senador da República podem dar autenticidade a conteúdos enganosos.”





