Justiça decide aumentar pena de assassino do jornalista Décio Sá

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu aumentar a pena de Jhonathan de Sousa Silva, assassino confesso do jornalista Décio S

Atualizado em 19/11/2015 às 10:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu aumentar a pena de Jhonathan de Sousa Silva, assassino confesso do jornalista . Ele havia sido condenado a 25 anos e três meses de prisão. Agora, deve pegar 27 anos e cinco meses em regime fechado.
Crédito:Divulgação Assassino no jornalista teve pena ampliada pelo TJ-MA
De acordo com o G1, o desembargador e relator do caso, José Luiz Almeida, decidiu pelo aumento da pena depois de avaliar agravantes que não foram analisados em primeira instância e verificar as circunstâncias judiciais e atenuantes, como a confissão espontânea.
O julgamento de Marcos Bruno Silva de Oliveira, condenado a 18 anos e três meses de reclusão por garantir transporte e fuga do assassino, foi anulado. Ele deve ser submetido a um novo Tribunal do Júri Popular.
A defesa dele pediu nulidade ao alegar que "a mídia em DVD não tinha qualidade e impediu a reapreciação dos depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público". O magistrado acatou o argumento.
Quanto à participação de Shirliano Graciano de Oliveira, conhecido como Balão, acusado pela Polícia Civil de "formação de quadrilha" ao ajudar o assassino, o relator entendeu que não há, nos autos, indícios mínimos do envolvimento dele.
Ainda não foram julgados José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de intermediar a contratação do pistoleiro; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, que participaram de reuniões para tratar da morte do jornalista e do empresário Fábio Brasil.
Além deles, faltam Elker Farias Veloso, acusado de auxiliar o assassino e a quadrilha nos dois casos; o capitão da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, que teria fornecido a arma do crime; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, que supostamente hospedou o assassino; e os empresários José de Alencar Miranda Carvalho e Gláucio Alencar Pontes Carvalho, pai e filho que teriam mandado matar Décio Sá.