Justiça de SP nega pedido de indenização de João Paulo Cunha contra IstoÉ
Justiça de SP nega pedido de indenização de João Paulo Cunha contra IstoÉ
Justiça de SP nega pedido de indenização de João Paulo Cunha contra IstoÉ
| Vladimir Soares |
| João Paulo Cunha |
A 8ª Vara Cível de Osasco, em São Paulo, negou pedido de indenização do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) contra a revista IstoÉ . A ação ocorreu em resposta à reportagem "A verdadeira lista de Marcos Valério", de novembro de 2005, sobre o caso conhecido como mensalão do Partido dos Trabalhadores.
Na reportagem, assinada por Vasconcelos Quadros, Marcos Valério diz que Paulo Cunha recebera R$ 200 mil no esquema. Insatisfeito com o valor citado pela revista, o deputado alega ter recebido na verdade um quarto do dinheiro, R$ 50 mil.
Para o juiz Wilson Lima da Silva, responsável pela decisão, o próprio Marcos Valério corrigiu o valor para baixo em depoimento à Procuradoria-Geral da República. Na decisão, o juiz entendeu que os meios de comunicação devem ser "fiéis aos fatos", sem que necessariamente tenham investigação de caráter judiciário.
O juiz ainda argumentou que a reportagem foi publicada no momento em que veio à tona o escândalo do mensalão, quando políticos "vieram a lume". Para Lima da Silva, o valor por si só não gera indenização.
"Instalada a desconfiança generalizada, e escândalos quase sempre envolvendo cifras, de pouco impacto se o desvio, repasse, usurpação, foi de R$5 mil, R$ 50 mil ou R$ 500 mil. O que se cria no receptor da notícia é a idéia de que o beneficiado não é honesto e, em se tratando de exercício de poderes delegados, agrega-se mais um adjetivo: traidor".
Ainda no entendimento do juiz, conceder a indenização seria "premiar" suspeitos de irregularidades no exercício da função. O deputado ainda terá que pagar as despesas do processo. Cabe recurso da decisão. A informação é do Conjur.
Leia Mais
-






