Justiça de SP aceita pedido da defesa e concede regime semiaberto a Pimenta Neves
Na última quarta-feira (4/9) a Justiça concordou com recurso da defesa e concedeu o benefício do regime carcerário semiabierto ao jornalista
Na última quarta-feira (4/9) a Justiça concordou com recurso da defesa e concedeu o benefício do regime carcerário semiaberto ao jornalista Antonio Pimenta Neves, ex-diretor de O Estado de São Paulo , que confessou em 2000 o assassinato de sua ex-namorada e colega de redação Sandra Gomide.
O regime semiaberto possibilita ao preso sair da prisão durante o dia para estudar e trabalhar em projetos considerados pela lei e retornar à noite para dormir no presídio.
De acordo com a EFE, a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, no interior de São Paulo, decidiu a favor de Pimenta Neves, condenado a 14 anos, dez meses e três dias de prisão. Sueli disse que o jornalista já cumpriu o “requisito temporal”, um sexto, para a redução de sua pena e “mantém bom comportamento carcerário", na penitenciária de Tremembé, onde chegou há dois anos.
O jornalista, de 76 anos, foi para a prisão em 2011, 11 anos após cometer o homicídio. No dia 20 de agosto de 2000, Pimenta Neves matou com dois tiros Sandra que era 31 anos mais jovem que ele.
Neves, que não admitia o fim da relação, cometeu o crime em um sítio em Ibiúna, interior de São Paulo, onde o casal costumava praticar equitação. Quatro dias depois do assassinato ele se entregou à Polícia e confessou o homicídio.
O jornalista foi preso, mas em março de 2001 se beneficiou com habeas corpus que lhe permitiu esperar em liberdade condicional a resposta judicial a um recurso para tentar anular o julgamento. No ano de 2006, foi condenado a 19 anos e dois meses de prisão, pena que foi reduzida para 15 anos. No entanto, o habeas corpus conseguiu evitar a condenação até esgotar os recursos na última instância da Justiça.
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