Justiça de Limeira (SP) nega liminar a Diocese que pretendia cercear a imprensa

Justiça de Limeira (SP) nega liminar a Diocese que pretendia cercear a imprensa

Atualizado em 06/11/2009 às 08:11, por Redação Portal IMPRENSA.

A 2ª Vara Cível de Limeira, em São Paulo, negou o pedido de liminar feito pela Diocese do município, para proibir a veiculação de notícias e ações da sua área pela imprensa. O pedido havia sido realizado após o vazamento de informações sobre uma possível transferência do padre Alquermes Valvasori, pároco de Limeira.

Divulgação/Canção Nova
Dom Vilson Dias Oliveira

No pedido, a Diocese argumentou que a liminar tinha por objetivo "proteger o bispo, dom Vilson Dias de Oliveira e o vigário geral, Reynaldo Ferreira de Mello, de ofensas" cometidas por jornalistas. No julgamento, o juiz Rilton José Domingues, responsável pelo caso, julgou improcedente o pedido, por "falta de interesse processual".

"Não há nos autos elementos a indicar que as rés estejam, de qualquer modo, ultrapassando os limites da liberdade de imprensa, garantida constitucionalmente", declarou o juiz.

Segundo informou a Agência Estado, Rádio Educadora, Rádio Jornal, TV Mix Regional, Sistema Jornal de Rádio e Televisão, Jornal Gazeta de Limeira e Jornal de Limeira foram os veículos alvos do pedido de liminar.

A Diocese, por meio de sua assessoria, informou que não irá se pronunciar sobre o assunto até o retorno do bispo, dom Vilson Dias de Oliveira, que está em Roma. Embora existissem especulações sobre a transferência de Valvasori desde agosto deste ano, o tema só ganhou as páginas dos jornais há uma semana.

Informações extra-oficiais apontam que a liminar estava direcionada principalmente à Rádio Educadora. A emissora chegou a questionar a paróquia por falta de debate com a sociedade sobre a troca do padre de Limeira.

"Nós fomos os responsáveis mesmo por esse gesto da diocese. Não fizemos uma campanha declarada, mas houve uma manifestação da direção, dos apresentadores e do público. Ninguém agiu contra o vigário ou o bispo. Só queríamos praticar a democracia", disse Caio Bortolan, diretor da Educadora. "O bispo não ouviu a comunidade. Propusemos uma discussão. E, para não fazer algo direto à rádio, a diocese envolveu outros veículos no processo. Fico feliz com a decisão do juiz".

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