Justiça considera improcedente ação de presidente da CBF contra Juca Kfouri

O jornalista Juca Kfouri havia publicado em seu blog que o consumo de luz do presidente José Maria Marin era repassado a um vizinho.

Atualizado em 19/09/2014 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista Juca Kfouri obteve nova vitória no confronto judicial com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin. O dirigente contestava uma publicada no blog do colunista sobre um “gato de luz”, em que um vizinho do executivo relatou receber em sua conta valores acumulados com o que era consumido por Marin.
Crédito:Alf Ribeiro Jornalista venceu na justiça ação de José Maria Marin
Na tarde desta sexta-feira (19/9), o jornalista publicou a decisão do juiz José Zoéga Coelho, que o inocenta no caso. Segundo a sentença do magistrado, o Estado não dispõe de poder sobre o conteúdo do profissional de imprensa, já que deve ser livre para desempenhar seu dever de informar, sem injustas limitações, a liberdade constitucional de comunicação e de manifestação do pensamento.
“No caso dos autos, não há qualquer controvérsia sobre o teor das palavras proferidas pelo querelado. Há, delas, reprodução dos autos”, escreve Coelho. “A questão restringe-se ao elemento subjetivo. E se houve regular exercício do direito de crítica jornalística, não cabe falar de dolo específico de difamar ou injuriar”.

Não é a primeira vez que Kfouri ganha uma causa de Marin. No mês de março, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) outras ações do dirigente contra o jornalista por injúria. Na ocasião, ele questionava uma série de textos do colunista que retratavam seu envolvimento com o “caso Herzog”, com o torturador Sérgio Fleury, com a medalha embolsada na final da Taça São Paulo em 2011 e a apropriação de um terreno público.
À IMPRENSA, Kfouri havia dito que a ação requerida pelo presidente da CBF era uma clara tentativa de intimidá-lo. "É uma grande alegria [o resultado da justiça]. A fundamentação do juiz é exemplar. O Marin está evidentemente, a exemplo do fazia o Ricardo Teixeira, tentando me intimidar, ver se eu não escrevo mais sobre ele. É muito confortável para ele fazer isso", comentou.