Justiça condena Pimenta Neves a indenizar pais de Sandra Gomide

Justiça condena Pimenta Neves a indenizar pais de Sandra Gomide

Atualizado em 03/10/2008 às 18:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A juíza Mariella Ferraz de Arruda Nogueira, da 39ª Vara Cível de São Paulo, condenou o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves - ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo e acusado pela morte da também jornalista Sandra Gomide, sua ex-namorada - a indenizar os pais da vítima em R$ 83 mil cada.

Os pais da jornalista alegaram que tiveram problemas físicos e psicológicos depois da morte da filha. Já Pimenta Neves afirmou que também sofreu abalo psicológico e teve sua vida e imagem atacadas, pois o pai de Sandra usou a imprensa para se vingar dele.

A magistrada não aceitou o argumento do jornalista, e entendeu que "a morte de um filho antes da dos pais é fato antinatural, pois a evolução ordinária da vida exige que sejamos levados pela idade, os mais velhos antes dos mais novos. Quando esse ciclo é rompido, seja qual for a causa motivadora do falecimento de um filho, a conseqüência instantânea é de resistência de nossa natureza a essa realidade, resistência que encontra seu ninho nos mais variados sentimentos. A perda é difícil em qualquer situação".

Arquivo de família
Sandra Gomide
Para Mariella, se em algum momento houve abuso dos meios de comunicação, "com exploração dos sentimentos dos pais para esse fim", Pimenta Neves deveria "voltar-se contra os causadores da ofensa, em ação própria", informou o site Consultor Jurídico.

Além da indenização, a juíza manteve parte do bloqueio dos bens do acusado para "salvaguardar terceiros de boa-fé, evitando que adquiram bens que possam estar ou vir ou a estar comprometidos em demandas judiciais contra seus titulares".

Em 2000, Pimenta Neves matou sua namorada Sandra Gomide num haras em Ibiúna, interior de São Paulo, após o fim do romance dos dois. Depois de atirar nela pelas costas, ele se aproximou e lhe deu um tiro na cabeça, a 35 centímetros de distância. Desde então, o jornalista passou apenas sete meses preso.

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