Justiça australiana usa investigação de podcast para condenar assassino

A onda de podcasts não oferece apenas entretenimento aos seguidores. Na Austrália, a investigação jornalística do podcast "The Tea

Atualizado em 05/01/2023 às 17:01, por Redação Portal Imprensa.

A onda de podcasts não oferece apenas entretenimento aos seguidores. Na Austrália, a investigação jornalística do levou a justiça a identificar Chris Dawson (74) como responsável pela morte de Lynette Dawson, em janeiro de 1982.


De acordo com o Conjur, Chris e Lynette eram casados na época do crime. O levantamento do podcast revelou que o homem além de matar a mulher, desapareceu com o corpo dela para se casar com a babá de uma de suas filhas à época, Joanne Curtis, então com 16 anos de idade.


Crédito:Reprodução Crime de 1982 foi solucionado por investigação do podcast "The Teacher


Na época, a promotoria australiana não tinha evidências suficientes para apresentar queixa contra Chris Dawson. No entanto, em 2018 o jornalista Hedley Thomas, do jornal The Australian , passou a investigar o caso e transformou a história narrada em um podcast.


O programa de Thomas fez uma detalhada análise das últimas semanas de vida de Lynette, ouvindo pessoas próximas ao casal. O levantamento revelou não só testemunhas importantes, bem como conseguiu depoimentos com versões dos fatos que as autoridades australianas desconheciam.


O podcast comprovou que Dawson e a babá tinham um relacionamento secreto. No entanto, o relacionamento não era assim tão saudável. A investigação mostrou que Joanne foi transformada em escrava sexual de Dawson, além de se tornar mãe substituta de seus filhos após o desaparecimento da esposa.


Sucesso de público! Fonte para a Justiça!


Os episódios de "The Teacher’s Pet" foram baixados mais de 60 milhões de vezes em todo o mundo e o programa ainda recebeu o Gold Walkley, importante prêmio jornalístico na Austrália. O impacto das novas revelações do podcast fez com que o caso fosse a julgamento.


De acordo com o juiz Ian Harrison, o material jornalístico revelou-se “persuasivo e convincente”, não deixando espaço para dúvidas. Aos 74 anos, Chris Dawson foi condenado a 24 anos de prisão pela Suprema Corte de Nova Gales do Sul, na Austrália, pela morte de Lynette.


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