Justiça argentina proíbe que manifestantes atrapalhem circulação do jornal Clarín

Justiça argentina proíbe que manifestantes atrapalhem circulação do jornal Clarín

Atualizado em 05/01/2011 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Justiça argentina proíbe que manifestantes atrapalhem circulação do jornal Clarín

Após os nada ortodoxos protestos na Argentina que bloquearam a gráfica do grupo Clarín , em dezembro, um juiz de Buenos Aires determinou ao Ministério de Segurança que tome as medidas necessárias para garantir a circulação de publicações impressas no local.
No último dia 13 de dezembro, seis manifestantes colocaram cadeados nos portões da gráfica AGR, impedindo, por sete dias, a entrada e saída de caminhões. O protesto bloqueou a distribuição da revista Viva , que acompanha o Clarín aos domingos, e a Rumbos , periódico dominical de outros 19 jornais no país.
De acordo com informações da agência estatal de notícias Télam, os manifestantes integram um grupo de 119 funcionários gráficos demitidos em 2004 pela AGR. Ainda que a Justiça tenha determinado a reintegração dos trabalhadores, sindicalistas afirmam que o grupo Clarín desrespeita a decisão.
Além de fechar os portões do parque gráfico, manifestantes iniciaram uma greve de fome, ainda segundo a Télam.
Em sua defesa, o Clarín afirma que os protestos têm intenção política, motivados pela Federação Gráfica da Província de Buenos Aires e apoiado pelo líder sindicalista Hogo Moyano, aliado da presidente Cristina Kirchner.
Segundo informa o Knight Center for Journalism in the Americas, ao analisar o pedido do grupo Clarín contra o bloqueio da gráfica, o juiz ressaltou que o direito dos cidadãos de manifestação de pensamento não pode colocar em risco outros direitos, como o da liberdade de expressão.


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