Justiça americana não dá detalhes sobre grampos às famílias de vítimas do 11/09

O secretário de segurança dos EUA, Eric Holder, reuniu-se com as famílias das vítimas do atentado ao World Trade Center, mas não revelou detalhes sobre as investigações aos jornalistas que supostamente grampearam os telefones de vítimas e parentes, informa o .

Atualizado em 25/08/2011 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O tabloide Daily Mirror, concorrente do extinto News Of The World, publicou matérias em que afirmava que profissionais do veículo tentaram comprar de policiais de Nova Iorque dados telefônicos das vítimas do atentado.
Durante a reunião, que durou por volta de 75 minutos, Holder declarou que as acusações eram muito sérias e são motivo para a realização de uma investigação aprofundada, portanto foi cauteloso na conversa com as famílias, e classificou o inquérito como "preliminar". Não há previsão para a conclusão do caso.
"Eles (Holder e outros funcionários presentes) não disseram nada, foram muitíssimo cautelosos", disse Maureen Santora, mãe de um bombeiro morto no dia 11 de setembro.

Mesmo as tentativas frustradas de se acessar as caixas eletrônicas das vítimas podem ser passíveis de punição. Norman Siegel, advogado das famílias, alerta, porém, que existe a possibilidade de, caso os crimes se confirmem, que o prazo para a punição em esfera federal já tenha prescrito.
Durante seu depoimento perante o Parlamento britânico, o proprietário da News Corp, Rupert Murdoch, negou a tentativa dos jornalistas do NOTW , em adquirir informações sobre as vítimas dos atentados.
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