Justiça adia julgamento de militares envolvidos na morte de jornalista na ditadura
Na última quarta-feira (23/10), o recurso do Ministério Público Federal que pede a abertura de processo contra quatro militares da reserva pelo sequestro do jornalista e desaparecido político Mário Alves, durante o regime militar, teve julgamento adiado por duas semanas pela Justiça Federal.
De acordo com O Estado de S. Paulo , o relator do processo, desembargador federal Paulo Espírito Santo, solicitou mais tempo para avaliar o caso em sessão da 1.ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (Rio e Espírito Santo).
A denúncia contra os militares foi renegada pelo juiz Alexandre Libonatti de Abreu, da 2.ª Vara Federal Criminal. Ele não aceitou a justificativa dos procuradores em que consideram o sequestro como crime em andamento, uma vez que o crime finaliza quando a vítima aparece, portanto caberia investigação.
Mário Alves, que foi dirigente do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), morreu após ser torturado no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), que operava no quartel do 1.º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro (RJ). Nunca foi encontrado e é qualificado como morto.
Os acusados são Luiz Mario Correia Lima, Roberto Augusto de Mattos Duque Estrada, Dulene Aleixo Garcez dos Reis e Valter da Costa Jacarandá. Convocados a depor pelas Comissões Nacional e Estadual da Verdade, somente Jacarandá confessou ter torturado, mas negou envolvimento com o caso de Alves.
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