Juntar caricaturas e esculturas é a grande paixão de Sílvio Fisberg

Juntar caricaturas e esculturas é a grande paixão de Sílvio Fisberg

Atualizado em 07/03/2008 às 17:03, por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA.

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Como muitos alunos que não têm paciência para a área de exatas, Sílvio Fisberg passava as aulas de matemática desenhando amigos e professores. Quando foi a hora de escolher uma faculdade, o apaixonado por cartuns e caricaturas escolheu fazer História na Universidade de São Paulo (USP), pois "parecia ser a solução para os problemas do Brasil e do mundo".

Sílvio Fisberg

No entanto, Fisberg abandonou a faculdade e foi viver em uma fazenda coletiva em Israel, onde trabalhou na oficina de manutenção de equipamentos agrícolas, com soldas e tornos mecânicos. Foi assim que o ex-estudante de História pegou gosto pela escultura e se tornou artista plástico: "Quando meu filho mais velho fez um ano, peguei as duas coisas - caricaturas e esculturas - e fiz uma série de bonecos para a sua festa de aniversário".

Nunca mais parou. Seu trabalho, Fisberg chama de "Escaricultura", no qual conseguiu fazer bonecos de três dimensões e encontrou "o que faltava no desenho do papel". O artista diz que prefere as madrugadas para trabalhar melhor, no entanto, afirma que trabalha sobre pressão, "já que as pessoas lembram de dar uma escaricultura de presente sempre em cima da hora".

Sílvio Fisberg

Fisberg acredita que a caricatura em geral tem um público "muito definido, que tem bom-humor e não espera um 'busto de bronze' para colocar na praça". Mesmo assim, declara que é na hora das exposições que tem a maior troca com as pessoas, já que "não são trabalhos sob encomenta e eu posso liberar ainda mais a criatividade".

O escariculturista se inspira nas pessoas e no que elas têm de divertido. "No caso dos políticos, os temas parecem que já vêm prontos".

Sílvio Fisberg

Em meio a todo o trabalho de humor e de busca do bom-humor das pessoas, Fisberg diz que o que mais lhe diverte no trabalho é "a própria criação, na qual tenho aquela sensação de que posso tudo". Por outro lado, o que mais lhe irrita "é saber que não posso tudo".