Junta militar da Tailândia liberta dois jornalistas e intima opositores

Lei marcial que impera na Tailândia desde 20 de maio, dois dias antes do golpe, proíbe a detenção de uma pessoa por mais de sete dias.

Atualizado em 30/05/2014 às 12:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (30/5), a junta militar que assumiu o poder na Tailândia libertou dois jornalistas e um universitário, e ainda intimou opositores dos chamados "camisas vermelhas". A iniciativa faz parte da operação para reprimir a dissidência.
Crédito:Reprodução O jornalista Pravit Rojanaphruk foi libertado na Tailância
De acordo com a agência EFE, as autoridades informaram que as pessoas libertadas não podem falar de política em público nem sair da cidade de residência sem autorização oficial. Os jornalistas Pravit Rojanaphruk, do diário The Nation, e Thanapol Eiwsakul, editor da revista Fah Diew Gan , foram soltos por reivindicação de organizações da imprensa
A lei marcial que impera na Tailândia desde 20 de maio, dois dias antes do golpe, proíbe a detenção de uma pessoa por mais de sete dias sem a apresentação formal de acusações. Suporn Atthawong, um dos dirigentes dos "camisas vermelhas", anunciou na última quinta (29/5) que deixaria a política após readquirir a liberdade. Ele ficou durante seis dias detido em um quartel, informou o jornal Bangcoc Post .
O chefe do exército da Tailândia, Prayuth Chon-ocha, deu um golpe de Estado em 22 de maio para, segundo ele, assegurar a lei e a ordem após meses de manifestações populares que deixaram 28 mortos e mais de 800 feridos. O governo e o legislativo foram dissolvidos, a Constituição suspensa, declarado o toque de recolher, censurado a imprensa e intimadas menos 270 pessoas.