Junta Militar bloqueia mais de 200 sites na Tailândia; redes sociais estão ameaçadas

Órgão alega que portais são uma ameaça para a "segurança nacional".

Atualizado em 28/05/2014 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

A junta militar que governa na Tailândia censurou 219 sites sob alegação de que são uma ameaça para a "segurança nacional". O órgão também pedirá que as redes sociais como Facebook, Twitter e aplicativos de chat excluam as contas dos usuários que divulgarem "conteúdos ilegais", informou nesta quarta-feira (28/5) a imprensa local.
Crédito:Divulgação General Prayuth Chan-ocha censurou sites e parte da imprensa na Tailândia
De acordo com a EFE, o secretário permanente do Ministério de Informação e Tecnologia de Comunicação, Surachai Srisakam, afirmou na última terça (27/5) que um plano está sendo elaborado para que a vigilância da internet seja mais eficiente.
O general Prayuth Chan-ocha, chefe do exército da Tailândia, assumiu o controle do país depois de considerar fracassadas as tentativas do executivo interino e da oposição ao governo de chegar a um um acordo após sete meses de protestos. Momentos depois golpe, o militar estabeleceu toque de recolher, impediu as reuniões públicas, suspendeu a Constituição, além de censurar a imprensa.
Junta militar nega bloqueio do Facebook
A junta militar do país negou ter bloqueado o Facebook depois de 30 milhões de contas terem deixado de funcionar no país. A coronel Sirichan Ngathong, vice-porta-voz do Conselho Nacional para a Paz e Ordem negou a existência de um plano para bloquear a rede social e alegou que ocorreu apenas uma falha técnica.
Internautas manifestaram desconfiança sobre a possível medida, pois uma série de críticas contra os militares foram propagadas no Facebook e Twitter; "Isso significará o final dos 'selfies' e das fotos de comida?", ironizou um blogueiro, antes da rede social sair do ar.