Julian Assange se compara a Nelson Mandela em entrevista a rádio canadense
Fundador do Wikileaks condena crescimento do Google no mundo e diz que é "difícil de derrubar".
Atualizado em 29/09/2014 às 19:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta segunda-feira (29/9), a rádio canadense CBC transmitiu uma entrevista exclusiva com o fundador do Wikileaks Julian Assange. Exilado na embaixada do Equador em Londres, o jornalista falou sobre seu novo livro, a suposta "perseguição" do governo dos EUA e se comparou ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela.
Crédito:Divulgação Jornalista comparou sua trajetória com a do ex-líder sul-africano Nelson Mandela
Na obra, "When Google Met WikiLeaks" ("Quando o Google conheceu o WikiLeaks", em português), Assange discute a influência geopolítica da gigante de tecnologia norte-americana. O jornalista admite que o livro foi pensado como uma resposta ao livro "The New Digital Age" ("A Nova Era Digital"), escrito por Eric Schmidt, presidente do Google.
"Minha conclusão é de que o Google está batalhando para ser o visionário geopolitico dos Estados Unidos. A única empresa que pode responder à pergunta 'aonde a América deve ir no futuro?', em termos de suas interações com o mundo", opinou Assange. "E isso é porque eles estão presentes em todo lugar do mundo, com exceção da Coreia do Norte. Ele é usado por milhões de pessoas e coleta informações de milhões de pessoas", acrescentou.
Além disso, Assange afirma que o livro de Eric Schmidt retrata o WikiLeaks "de forma errada", cita possíveis conexões do Google com o governo dos EUA e diz que o modelo de negócios da empresa é o de "criar armadilhas de serviço gratuitas".
O jornalista também comentou sobre sua imagem pública. Segundo Assange, uma espécie de "mito" se formou em torno de sua história, o que ele classificou como a "natureza perversa" de ser uma pessoa famosa. "Qualquer pessoa nessa situação enfrenta o mesmo problema. Apesar de ser um pouco indelicado da minha parte me comparar a Nelson Mandela, antes de ele ser um notório líder da África do Sul, ele esteve numa lista de possíveis ameaças terroristas aos EUA", disse Assange, citando ainda Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra do Reino Unido, também como exemplo.
Perguntado se ele realmente quis se comparar a Mandela, Assange disse apenas: "não, seria indelicado". Apesar disso, continuou estabelecendo paralelos entre sua história e a do ex-presidente sul-africano. O jornalista enfrenta uma acusação de abuso sexual e um pedido de extradição da Suécia, o que ele classifica como "perseguição", motivo pelo qual vive na embaixada equatoriana em Londres. Sobre o caso, o australiano afirmou que é "difícil de derrubar".
"Quando essas coisas começam, cada novo ataque pode ser levado pelo lado pessoal. Mas depois de um tempo, isso começa a se tornar normal e, se posso dizer, simplesmente a profissão com a qual você está envolvido", afirmou.
Crédito:Divulgação Jornalista comparou sua trajetória com a do ex-líder sul-africano Nelson Mandela
Na obra, "When Google Met WikiLeaks" ("Quando o Google conheceu o WikiLeaks", em português), Assange discute a influência geopolítica da gigante de tecnologia norte-americana. O jornalista admite que o livro foi pensado como uma resposta ao livro "The New Digital Age" ("A Nova Era Digital"), escrito por Eric Schmidt, presidente do Google.
"Minha conclusão é de que o Google está batalhando para ser o visionário geopolitico dos Estados Unidos. A única empresa que pode responder à pergunta 'aonde a América deve ir no futuro?', em termos de suas interações com o mundo", opinou Assange. "E isso é porque eles estão presentes em todo lugar do mundo, com exceção da Coreia do Norte. Ele é usado por milhões de pessoas e coleta informações de milhões de pessoas", acrescentou.
Além disso, Assange afirma que o livro de Eric Schmidt retrata o WikiLeaks "de forma errada", cita possíveis conexões do Google com o governo dos EUA e diz que o modelo de negócios da empresa é o de "criar armadilhas de serviço gratuitas".
O jornalista também comentou sobre sua imagem pública. Segundo Assange, uma espécie de "mito" se formou em torno de sua história, o que ele classificou como a "natureza perversa" de ser uma pessoa famosa. "Qualquer pessoa nessa situação enfrenta o mesmo problema. Apesar de ser um pouco indelicado da minha parte me comparar a Nelson Mandela, antes de ele ser um notório líder da África do Sul, ele esteve numa lista de possíveis ameaças terroristas aos EUA", disse Assange, citando ainda Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra do Reino Unido, também como exemplo.
Perguntado se ele realmente quis se comparar a Mandela, Assange disse apenas: "não, seria indelicado". Apesar disso, continuou estabelecendo paralelos entre sua história e a do ex-presidente sul-africano. O jornalista enfrenta uma acusação de abuso sexual e um pedido de extradição da Suécia, o que ele classifica como "perseguição", motivo pelo qual vive na embaixada equatoriana em Londres. Sobre o caso, o australiano afirmou que é "difícil de derrubar".
"Quando essas coisas começam, cada novo ataque pode ser levado pelo lado pessoal. Mas depois de um tempo, isso começa a se tornar normal e, se posso dizer, simplesmente a profissão com a qual você está envolvido", afirmou.





