Julian Assange diz que Google é "mais poderoso do que a Igreja jamais foi"
Durante lançamento de seu novo livro, o fundador do Wikileaks comparou o alcance do Google com o do Vaticano.
Atualizado em 08/12/2014 às 20:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Durante a coletiva de imprensa virtual de lançamento de seu novo livro, o jornalista Julian Assange — fundador do site de vazamentos de documentos Wikileaks — falou sobre a influência do Google hoje no mundo. Para ele, a empresa é "mais poderosa do que a Igreja jamais foi".
Crédito:Divulgação Jornalista comenta o poder do Google em novo livro
Segundo o site Opera Mundi, Assange falou sobre como escreveu "Quando Google encontrou o Wikileaks", recebendo na embaixada do Equador em Londres (onde ele recebe asilo político) Eric Schmidt, presidente do Google, e Jared Cohen, diretor do Google Ideias. A conversa foi acompanhada por Lisa Shields e Scott Malcomson, assessores diplomáticos do governo dos EUA.
"A delegação que me visitou era 1/4 do Google e 3/4 de representantes do Departamento de política exterior dos Estados Unidos", disse Assange, para mensurar o alcance da empresa. Segundo ele, o Google pode contribuir com a espionagem de agências de segurança do governo, fornecendo dados de usuários, e fez uma comparação com a estrutura hierárquica da Igreja Católica.
"A vigilância em massa funciona como uma religião: dizemos que há uma entidade que tudo vê e é invisível e influi em sua vida, à qual não pode enganar; o mesmo que tem sido dito durante milhares de anos sobre um Deus onipresente e onipotente", afirmou Assange.
O jornalista ainda disse que "o Google é uma isca para atrair os usuários". Segundo ele, a empresa, que diz empregar os dados coletados em melhorias de seu sistema de busca e personalização de produtos, também vende informações dos internautas, como interesses e padrões de busca, ao governo e agências publicitárias.
Crédito:Divulgação Jornalista comenta o poder do Google em novo livro
Segundo o site Opera Mundi, Assange falou sobre como escreveu "Quando Google encontrou o Wikileaks", recebendo na embaixada do Equador em Londres (onde ele recebe asilo político) Eric Schmidt, presidente do Google, e Jared Cohen, diretor do Google Ideias. A conversa foi acompanhada por Lisa Shields e Scott Malcomson, assessores diplomáticos do governo dos EUA.
"A delegação que me visitou era 1/4 do Google e 3/4 de representantes do Departamento de política exterior dos Estados Unidos", disse Assange, para mensurar o alcance da empresa. Segundo ele, o Google pode contribuir com a espionagem de agências de segurança do governo, fornecendo dados de usuários, e fez uma comparação com a estrutura hierárquica da Igreja Católica.
"A vigilância em massa funciona como uma religião: dizemos que há uma entidade que tudo vê e é invisível e influi em sua vida, à qual não pode enganar; o mesmo que tem sido dito durante milhares de anos sobre um Deus onipresente e onipotente", afirmou Assange.
O jornalista ainda disse que "o Google é uma isca para atrair os usuários". Segundo ele, a empresa, que diz empregar os dados coletados em melhorias de seu sistema de busca e personalização de produtos, também vende informações dos internautas, como interesses e padrões de busca, ao governo e agências publicitárias.





