Julian Assange diz que Google atua sob interesses do governo norte-americano

Fundador do WikiLeaks fez críticas ao gigante da internet em videoconferência

Atualizado em 25/09/2014 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, teceu críticas ao Google e ao seu ex-presidente, Erich Smichdt, em uma videoconferência na última quarta-feira (24/9), em Nova York. Para o australiano, o serviço de internet atua sob os interesses do governo norte-americano.

Crédito:Reprodução Assange acusa Google de atuar sob interesses do governo dos EUA
De acordo com a EFE, Assange ponderou que os que lhe acusam de ser "paranoico" ou "traidor" têm comportamentos "ridículos" e ironizou as vantagens de estar em asilo político na embaixada equatoriana no Reino Unido. "Tenho mais tempo para mim, para pensar e para escrever este livro", brincou.

Embora tenha anunciado em agosto que sairia em "breve" da embaixada do Equador em Londres, onde está asilado há dois anos, Assange não comentou o momento exato que pretende interromper sua estadia.

O australiano também apresentou seu último livro "When Google Met WikiLeaks" ("Quando o Google conheceu o WikiLeaks"), no qual acusa o gigante da internet de ter se transformado em uma nova forma de "colonização" ao usar todas as sociedades como alvo.

"O Google não vende um produto, as pessoas são seu produto. Parece um organização branda, um pátio de colégio, mas não é", acrescentou o jornalista.