Juiz impede imprensa de acompanhar voto de Dilma em Porto Alegre (RS)

Os jornalistas foram proibidos de acompanhar a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em sua seção eleitoral, no colégio Santos Dumont, zona sul de Porto Alegre (RS), no último domingo (2/10).

Atualizado em 03/10/2016 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/Facebook Imprensa foi barrada na porta do colégio Santos Dumont

De acordo com a Folha de S.Paulo , a ordem foi dada pelo juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva, da 160ª zona eleitoral e provocou confusão no local. Uma porta foi quebrada durante o tumulto. "Sempre votei aqui. Nunca houve isso. Nunca a Brigada foi chamada, nunca fecharam as portas", afirmou Dilma à imprensa. "É lamentável", acrescentou. O escrivão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-SP), Luiz Carlos Braga, alegou que, por ser ex-presidente, Dilma não tem direito a nenhum esquema especial. "É uma cidadã comum", disse.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o juiz que impediu o registro já fez críticas à Dilma em seu perfil no Twitter. Em 15 de abril, ele escreveu que o governo federal havia afundado “num mar de corrupção” e que a ideia de convocar novas eleições representava um golpe à Constituição.
Seis dias depois, o magistrado publicou: “Ela [Dilma] é tão incompetente e desesperada que não tem condições de autocrítica. O esquerdismo radical perdeu o trem da história”. Já em 27 de março, comentou: “Os petistas ainda continuam com a deslavada pachorra de falar em golpe… E as pedaladas, a corrupção e doações ilegais onde ficam???”.
Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) criticou a determinação do juiz e reforçou que nada justifica os atos de intimidação ou censura contra jornalistas que estão no exercício da profissão. "Tentar impedir o trabalho da imprensa é uma agressão à liberdade de expressão e tem o repúdio da ABERT".