Juiz decide manter prisão de ex-ministro das Comunicações e investigados na Custo Brasil

Na última segunda-feira (27/6), o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal, em São Paulo (SP), decidiu manter presostodos os detidos na operação , entre eles, o ex-ministro das Comunicações e do Planejamento, Paulo Bernardo.

Atualizado em 28/06/2016 às 12:06, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:José Cruz/Agência Brasil Paulo Bernardo segue preso na sede de Polícia Federal de SP
Segundo o jornal Estado de Minas , a decisão veio após a audiência de custódia do advogado Guilherme de Salles Gonçalves, o último a ser ouvido. "A decisão do juiz da 6ª Vara Criminal foi a de que os motivos da prisão preventiva permanecem", afirmou o procurador da República Rodrigo de Grandis.
Nove presos na operação já haviam prestado depoimento na última sexta-feira (24/6). Além de Paulo Bernardo, o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, Joaquim José Maranhão da Câmara, Daisson Silva Portanova, Dércio Guedes de Souza, Emanuel Dantas do Nascimento, Nelson Luiz Oliveira Freitas, Washington Luis Viana e Valter Correia da Costa.
De acordo com o procurador, os dez presos que estão em São Paulo devem permanecer na sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, zona oeste da cidade, onde devem ser ouvidos até o fim desta semana. Ele acrescentou que o Ministério Público tem "vários elementos" para acusar os investigados.
Entenda a Operação
A Custo Brasil investiga um esquema de pagamento de propina em contratos de prestação de serviços de informática do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pasta que foi administrada por Paulo Bernardo.
A Polícia Federal diz ter elementos de que agentes públicos do ministério direcionaram licitações em favor da empresa de tecnologia Consist Software, que geria créditos consignados para servidores federais.