Juca Kfouri é chamado a depor em inquérito aberto após acusação de perseguição em blog
Juca Kfouri é chamado a depor em inquérito aberto após acusação de perseguição em blog
Na última quarta-feira (18), o jornalista Juca Kfouri se apresentou à Delegacia de Crimes Eletrônicos, em São Paulo, para prestar depoimento no inquérito policial no Inquérito Policial nº 071/2008 aberto após acusações dos jornalistas Milton Neves e Fernando Vanucci, do técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo e de Joaquim Paulo Grava de Souza, Juarez Soares Moreira, Fernando Capez, Olivério Braga Júnior e José Edgard Soares Moreira por suposta prática de crime contra a honra.
| Divulgação |
| Juca Kfouri |
Em um post intitulado "O ridículo não tem limites", publicado na última terça-feira (17), o jornalista explicou que seu advogado, Luís Francisco Carvalho Filho, respondeu ao "inusitado bando de ofendidos" que "foi à polícia queixar-se de perseguição". No depoimento, Kfouri reservou-se o direito de ficar em silêncio.
Sobre a suposta relação com Paulinho, Carvalho Filho diz que não é "laranja" do peticionário. "Trata-se de estudante de jornalismo que andava 'contando os podres (tantos!) do Corinthians' e que por isso vinha sendo ameaçado... E, com efeito, o peticionário não precisa de 'laranjas', 'mexericas' ou 'abacaxis' para fazer jornalismo", afirmou.
Para o defensor do jornalista, o inquérito tem o objetivo de "intimidar" Kfouri, que sempre "assinou o que escreveu, nunca deixou de reconhecer os erros que cometeu e sempre foi responsável pelas suas opiniões".
Segundo ele, a ação "aposta na confusão, na generalidade - são páginas e páginas de cópias que nada esclarecem -, embaralha notícias, textos e supostas vítimas que se reúnem em um inusitado bando de ofendidos não para apurar fatos concretos, mas para tentar criar para o peticionário o que imaginam ser um constrangimento de natureza policial (...)".
"Crimes contra a honra e delitos de imprensa têm procedimentos específicos estabelecidos na lei e ignorados no presente inquérito. Se existissem, de fato, delitos contra a honra, as vítimas, em vez de se reunirem num esdrúxulo concurso intimidatório, teriam acionado o peticionário no juízo adequado e no prazo legal", concluiu Carvalho Pinto.
Cattapreta, que defende os denunciantes, afirmou ao Portal IMPRENSA que
esta "não é uma tentativa de intimidação, e sim o exercício regular de um direito constitucional de questionar fatos". O que sustenta o argumento é, segundo ele, o fato do processo não correr em segredo de Justiça. "Caso fosse absurdo, a delegacia não continuaria com o inquérito", declarou.
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