Jovem americana condenada por assassinar estudante vira repórter de jornal dos EUA

A jovem americana foi contratada pelo jornal "West Seattle Herald", que ressalta que quis dar uma oportunidade para ter uma vida “normal”.

Atualizado em 05/11/2014 às 19:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma jovem americana que foi condenada a 28 de prisão pela morte da estudante Meredith Kercher, na Itália, é a mais nova jornalista contratada do jornal West Seattle Herald . Amanda Knox será repórter e atuará como freelancer em coberturas cotidianas da cidade. Ao falar sobre a contratação, o veículo ressalta que quis oferecer uma chance para a garota poder trilhar um caminho comum.
Crédito:Reprodução Amanda Knox foi condenada a 28 anos de prisão por morte de amiga na Itália
Segundo a agência Ansa, ela também deve escrever notas sobre teatro. No início do ano, voltou à Universidade de Washington para concluir sua graduação em Escrita Criativa, o mesmo curso que fazia quando chegou à Itália em 2007. "Entramos em contato com Amanda para dar a oportunidade dela voltar a ter uma vida normal", relata o diretor responsável pelo impresso, Patrick Robinson.
Conforme conta o executivo, a jovem "é muito inteligente, capaz e uma jornalista altamente qualificada". "Amanda enfrentou muita coisa e está interessada no trabalho". Antes de aceitar o convite, a agora jornalista também já escreveu um livro, cujo título é "Waiting to be heard" ("Esperando para ser ouvida", na tradução livre). Nele, descreve o processo em que foi condenada.
Em novembro de 2007, a colega de quarto de Amanda na faculdade, Meredith Kercher, foi encontrada morta. Na ocasião, as autoridades suscitaram Amanda e seu então namorado, Raffaele Sollecito, como os principais suspeitos do possível assassinato. Por conta do julgamento, o casal teve que passar quatro anos na cadeira, até que um tribunal italiano determinou a soltura de ambos.
A decisão, no segundo semestre de 2011, permitiu que a americana pudesse voltar ao seu país de origem. Em janeiro deste ano, porém, outro tribunal, de Florença, no caso, a condenou a 28 anos de prisão, e seu namorado, a 25. Porém, ambos seguem livres, pois não foram extraditados à Itália.