JOTA reforça serviço que oferece notícias e análises exclusivas a empresas

Fundado em 2014 como uma startup de jornalismo focada no universo jurídico brasileiro, o JOTA é hoje uma das principais agências de notíciase análises do país voltadas à cobertura política e jurídica.

Atualizado em 02/02/2022 às 14:02, por Leandro Haberli.



Contando com uma equipe gabaritada, a empresa anunciou novidades para as eleições deste ano. O plano inclui mudanças na estrutura de cobertura de seu serviço de informação para empresas, o JOTA PRO, além de contratações de profissionais especializados na cobertura econômica e do Congresso, como Fabio Graner e Bárbara Baião.

Parte do conteúdo gerado pelo JOTA PRO também estará no site da empresa, como explicam na entrevista a seguir, concedida ao Portal IMPRENSA por email, Eduardo Bresciani, editor executivo do JOTA PRO, e Felipe Seligman, co-CEO da empresa.
Crédito: Reprodução
Portal IMPRENSA - Como estão os preparativos para a cobertura das eleições de 2022? Eduardo Bresciani - O JOTA tem como missão dar previsibilidade às instituições e o momento eleitoral é evidentemente importante para a empresa. Temos procurado reforçar nosso time de conteúdo, além de dar mais visibilidade ao nosso serviço PRO, a ferramentas de inteligência artificial, especialmente nosso agregador de pesquisas. O modelo desenvolvido pela nossa área JOTA Labs conseguiu acertar o resultado do pleito em 2018 e mais recentemente se mostrou calibrado de novo ao apontar que Sergio Moro apareceria acima de 10 pontos percentuais antes que as pesquisas registrassem isso no ano passado.
Portal IMPRENSA - Foram feitas algumas contratações recentes, você poderia comentá-las?
Bresciani - Para reforçar ainda mais nosso time, foram feitas contratações relevantes em diferentes áreas. Trouxemos como analista de economia o jornalista Fabio Graner, que tem mais de 20 anos de experiência em Brasília e era repórter e colunista do Valor Econômico. Também contratamos Bárbara Baião como analista de Congresso, mas que também atuará de forma efetiva na cobertura eleitoral. Ela está em Brasília desde 2019 e estava na CNN Brasil. Outra aquisição importante para o time foi Lígia Formenti, que tem 30 anos de experiência na área de saúde (28 anos no Estadão e 2 anos no Conass). Ela assumiu como editora e analista de saúde em 3 de janeiro. O JOTA PRO tem uma vertical específica para assinantes deste setor da economia. Outra contratação importante é para a edição do serviço PRO. A jornalista Amanda Almeida passa a fazer parte do time a partir de 1° de fevereiro. Ela estava há alguns anos no jornal O Globo e deixou a coluna de Lauro Jardim em outubro. Amanda mora atualmente em Minas Gerais e nos ajudará também na cobertura da eleição neste estado. Essas aquisições reforçam um time já muito qualificado, que tem como destaques o jornalista Felipe Recondo, um dos cofundadores do JOTA e especialista em judiciário, o analista-chefe do JOTA em São Paulo, Fábio Zambeli, e a editora de tributos do JOTA, Bárbara Mengardo.
Portal IMPRENSA - Quais as metas do JOTA a médio e longo prazos?
Felipe Seligman - Nosso objetivo neste ano é construir um produto que ajude nosso assinante a se preparar para o que vem aí em 2023. Então, o reforço que estamos fazendo ajudará no curto prazo, mas o foco é na geração de valor a longo prazo. Todo o nosso planejamento e nossos preparativos tentam responder a questões que envolvem a construção das relações entre os poderes assim que a eleição deste ano estiver envolvida. Por isso, o foco em buscar pessoas com alta capacidade analítica e comprovada experiência.
Portal IMPRENSA - Quando o Jota passou a oferecer o serviço JOTA PRO? Quais os principais assuntos e temas cobertos pelo serviço? Qual o perfil dos clientes do serviço? Bresciani - Eu cheguei ao JOTA em junho do ano passado, justamente quando a empresa optou por fazer uma maior separação entre o serviço PRO e o site — evidentemente mantendo uma sinergia entre as áreas. O PRO trabalha com três verticais: saúde, tributos e poder. A vertical de saúde é voltada para as grandes empresas do setor e temos a felicidade de já ter tamanho reconhecimento no mercado que atualmente temos vários dos principais players como clientes, dos setores farmacêutico, de planos de saúde, hospitais, dispositivos médicos, entre outros. Em tributos, temos como foco atender a responsáveis pelas áreas tributárias das empresas e temos também no portfólio escritórios de advocacia que atuam nesta área. Em poder, temos dois perfis de clientes. Parte deles são ligados ao mercado financeiro e outros são profissionais da área institucional de empresas, especialmente de relações governamentais. Nessa área temos como foco a cobertura da agenda econômica nos três poderes, com o objetivo de levar aos assinantes informações precisas sobre o ambiente de negócios no país. Gostaria de destacar ainda que temos nas três verticais o serviço Expert. Os clientes que estão neste pacote têm a oportunidade de fazer perguntas à redação, bem como participar de calls exclusivas com nossos analistas. Esta interação é muito rica e nos ajuda em um processo importante que é o de inversão da lógica da pauta. No JOTA, o interesse do cliente guia a cobertura e isso faz com que estejamos sempre acompanhando temas que são fundamentais para a nossa base de assinantes.
Portal IMPRENSA - A ideia de atender empresas já existia quando o JOTA surgiu?
Seligman - Sim. O conceito do JOTA PRO existe desde que o JOTA foi criado. Nossa visão sempre foi construir um serviço de informações com o foco no profissional que depende delas para o seu dia a dia e, que, portanto, estaria disposto a assinar um serviço por meio da empresa no qual trabalha. Atualmente, esse profissional está ajudando a construir os cenários de sua própria organização e precisa entender quais variáveis podem afetar suas premissas e o planejamento corporativo. A longo prazo, queremos ser a bússola sobre os temas do Estado para qualquer pessoa afetada pelas decisões das autoridades públicas.
Portal IMPRENSA - Quantos jornalistas atuavam no JOTA PRO antes das mudanças que estão sendo anunciadas? E agora? Bresciani - O JOTA PRO tinha 17 jornalistas até novembro do ano passado e agora terá 19. Mas além do número, quero destacar o fato de termos buscado jornalistas mais experientes e com uma trajetória que nos ajuda a cumprir a missão da empresa de dar a previsibilidade para os tomadores de decisão. Vale destacar também que o perfil do profissional do JOTA é um pouco diferente do chamado mercado tradicional de jornalistas. Precisamos ter no time pessoas que tenham a capacidade de i ralém do fato e possam produzir análises e dar perspectivas sobre os próximos passos de cada notícia com a qual lidamos. Seligman - É também importante dizer que o JOTA é uma empresa horizontal, então estamos falando de 19 jornalistas que trabalham especificamente no PRO alinhados com outros jornalistas dedicados ao site e às redes sociais, além de 20 engenheiros, cientistas de dados e profissionais de produto e design, pensando nas melhores maneiras de gerar valor ao nosso assinante. O JOTA hoje tem uma equipe de mais de 80 pessoas e seu principal produto, em termos de faturamento, é o JOTA PRO.
Portal IMPRENSA - Qual a participação do Jota Pro no faturamento do Jota como um todo? Esse índice vem crescendo? Seligman - O JOTA Pro é o principal produto do JOTA em termos de faturamento, e corresponde a mais de 80% de nossa receita. É e sempre foi, estrategicamente, o foco de nossa receita e, por isso, sempre foi assim. O site é nossa face pública, onde construímos reputação e uma audiência qualificada e a porta de entrada para qualquer pessoa que queira conhecer melhor o JOTA ou se relacionar com nossa audiência. Mas em termos de receita, o foco é a assinatura do JOTA PRO.
Portal IMPRENSA - Como e por que surgiu a ideia de ampliar as áreas de cobertura do JOTA. Além de assuntos jurídicos e políticos, em quais áreas a empresa foca hoje? Bresciani - O JOTA faz já há alguns anos uma cobertura dos Três Poderes. A empresa nasceu com foco no Judiciário, mas já de algum tempo a cobertura foi sendo ampliada. Com a nova configuração da equipe acreditamos que ficará mais claro que o respeito da cobertura do JOTA no Judiciário está sendo replicada cada vez mais para o Congresso e o Executivo. [Seligman] Nosso foco é gerar valor para o nosso cliente - que são os assinantes do JOTA PRO. Temos uma equipe 100% dedicada a compreender suas necessidades e demandas e com base nessa relação constante é que decidimos a ampliação do escopo e das áreas.
Portal IMPRENSA - Mundo afora, diferentes empresas e organizações jornalísticas têm buscado modelos de financiamento alternativos à remuneração publicitária por audiência/cliques. Isso inclui clube de membros, venda de assinaturas, produção de eventos, educação & treinamento etc. De que formas o JOTA tem buscado seguir essas tendências? Seligman - Como disse, atualmente o JOTA é uma empresa que tem mais de 80% de seu faturamento baseado nas assinaturas corporativas. Entendemos que esse é o melhor caminho a seguir. 80% focado na assinatura e 20% focado em produtos de mídia, eventos e testes. Acreditamos que a melhor maneira de construir uma empresa sustentável a longo prazo, que seguirá crescendo, é o foco na geração de valor para o assinante. Ao alinhar a produção às necessidades de quem consome o que produzimos, seguiremos nos adaptando para aumentar a base de assinantes e colocar a energia onde, de fato, o valor está sendo gerado. Entendemos que qualquer outra forma de organizar o JOTA tiraria o foco do que é mais importante - ter impacto na nossa base de clientes.