José Dirceu defende norma reguladora da CVM a jornalistas econômicos
José Dirceu defende norma reguladora da CVM a jornalistas econômicos
Diferentemente das várias instituições que têm se manifestado contra a proposta da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) de regulamentar a conduta de jornalistas que cobrem o mercado financeiro, o ex-ministro José Dirceu se mostrou a favor da normatização.
Em texto publicado em seu blog no início da tarde desta quarta-feira (22/08), José Dirceu disse que é "inacreditável" que a Associação Nacional de Jornais (ANJ) - a última entidade de classe a se manifestar sobre o assunto - tenha se manifestado contra a proposta.
Comentando a nota divulgada pela ANJ na última terça-feira (21/08) e publicada por alguns jornais nesta quarta, Dirceu disse que a posição da entidade é "quase uma declaração que a imprensa está acima da Constituição e da lei, a pretexto de se defender a liberdade de expressão".
"A Associação Nacional de Jornais com essa posição assume o grave risco de ser responsabilizada, no futuro, pelos desvios de conduta de seus afiliados", diz o texto.
Ao defender a postura da CVM, o ex-ministro disse que a norma reguladora proposta pela Comissão "existe em todo mundo e em todos os mercados de ações e valores" e, portanto, "não tem nada a ver com restrições à liberdade de imprensa e de expressão, ou garantias constitucionais, e sim com manipulação de mercados, uso de informações confidenciais e fraudes".
Além da ANJ, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também se manifestaram oficialmente contra a proposta.
Leia abaixo a íntegra do texto de José Dirceu:
" O atraso do atraso
A posição da ANJ, hoje noticiada nos jornais, contra qualquer regulamentação das atividades dos jornalistas que cobrem o mercado financeiro, é inacreditável e é quase uma declaração que a imprensa está acima da Constituição e da lei, a pretexto de se defender a liberdade de expressão. A Associação Nacional de Jornais com essa posição assume o grave risco de ser responsabilizada, no futuro, pelos desvios de conduta de seus afiliados.
A norma reguladora que a CVM quer implantar existe em todo mundo e em todos os mercados de ações e valores. Portanto, não tem nada a ver com restrições à liberdade de imprensa e de expressão, ou garantias constitucionais, e sim com manipulação de mercados, uso de informações confidenciais e fraudes.
Ou seja, exige sim uma regulamentação, como acontece em todas as atividades no país."






