Jornalisticamente diferente / Por Joicilene Silva Souza - Universidade Estácio de Sá (RJ)

Jornalisticamente diferente / Por Joicilene Silva Souza - Universidade Estácio de Sá (RJ)

Atualizado em 13/06/2005 às 10:06, por Joicilene Silva Souza e  estudante do curso de jornalismo da Universidade Estácio de Sá (RJ).

Por O casamento entre jornalismo e literatura vem despertando debates desde muito tempo , (pelo menos dois séculos), este relacionamento poderia quem sabe despertar o interesse do desinteressado leitor. Um estilo preocupado em construir uma cadeia criativa entre ambos (jornalismo e literatura).

A mesmície existente nos jornais tem mostrado um crescente descontentamento por parte dos leitores, isso se reflete na queda das vendas, e como disse o Ricardo Noblat no seu livro A arte de fazer um jornal diário, "os jornais estão com os dias contados, pelo menos como nós conhecemos".Os jornalistas precisam se apoiar e adotar para si as técnicas de outros colegas de profissão que já se conveceram que também são escritores de romances, só que daqueles de não - ficção.

É o caso do Tom Wolfe, Trumam Capote e do brasileiro Caco Barcelos com o seu Abusado, esses profissioanais dão um banho de investigação ao retratarem assuntos que realmente aconteceram de uma forma criativa, que prende o leitor, se partimos da premissa do professor da Universidade Estácio de Sá, João de Deus "todo jornalismo sério é investigativo do contrário não é sério e e nem jornalismo", os profissionais de comunicação precisam se ater aos detalhes, não somente aos que os outros falaram ou viram.

Usando a frase do professor Rildo Cosson, autor do livro Romance-reportagem o gênero, "o império dos fatos foi contaminado pelo jardim da imaginação."

A principal ferramenta do escritor é a linguagem, ele nos relata acontecimento, nos descreve a vida e atitudes de seus personagens e ficamos envolvidos com a trama a tal ponto que sentimos a necessidade de saber seu desfecho, essas técnicas, os jornalistas deviam tomar para si e envolver seus leitores, prender sua atenção.

Profissionais e empresários assistem passivamente a derrocata dos nossos meios de comunicação e não percebem que precisamos achar soluções eficazes contra a perda, cada vez mais acentuada, de leitores. O jornalismo literário pode ser uma das ferramentas utilizadas nessa guerra contra a mesmície, e junto com ele vem a criatividade dos profissionais, eles devem perceber além do fato comum.