Jornalistas venezuelanos pedem renúncia de autora de lei contra "delitos midiáticos"
Jornalistas venezuelanos pedem renúncia de autora de lei contra "delitos midiáticos"
Jornalistas venezuelanos pedem renúncia de autora de lei contra "delitos midiáticos"
O Conselho Nacional de Jornalistas (CNP) da Venezuela solicitou, na última quinta-feira (6), a renúncia da promotora-geral da República, Maria Luísa Ortega. A magistrada é autora do polêmico projeto chamado "lei contra delitos midiáticos", que previa pena de até seis anos de prisão a profissionais que divulgassem informações contra a "saúde mental" da população. Após intensa repressão, a matéria foi rejeitada pelo presidente Hugo Chávez.
"A promotora deveria renunciar porque manifestou seu respaldo a uma lei inconstitucional", disse Alonso Moleiro, vice-presidente do CNP. Segundo ele, Chávez decidiu suspender o projeto de lei para evitar o aumento de críticas de entidades internacionais de imprensa. "Duas coisas levaram o governo a dar marcha ré: um estado de alerta nacional, aprofundado pelo fechamento de 34 emissoras de rádio, e as fortes críticas externas, sobretudo após o ataque à TV Globovisión".
Moleiro ainda teme que o projeto possa ser relançado pelo governo venezuelano. Para ele, a medida serviria para Hugo Chávez externar seu "desejo de acabar com a imprensa". A informação é do jornal O Globo .
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